Devocional lição 04/ 1ºtrim 2017, Terça-feira – A inveja gera rivalidades e prejudica os relacionamentos.

Gênesis 30:1
Vendo, pois, Raquel que não dava filhos a Jacó, teve Raquel inveja de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morro.”

 

O problema de Raquel era mais sentimental do que físico e Jacó não compreendeu isso. O peso da esterilidade associado a disputa pelo marido, despertou o vil sentimento da inveja, levando-a ao ponto máximo da amargura.
A inveja acompanha a humanidade desde a criação, e desde então, tem causado mortes, intrigas, rivalidades, desavenças, desunião, desarmonia e todo tipo de comportamento hostil para com o próximo.

Raquel estava pondo em risco o seu relacionamento com Jacó, por causa da sua inveja, cobrou dele, algo que era impossível. A sua mágoa e rancor atingiram o alvo errado, Jacó não tinha culpa do seu estado, mas nem por isso, deixara de ama-la.
Quero fazer uma analogia muitos simples deste texto, vou colocar Raquel como uma igreja que não “gera” filhos e Jacó um tipo do Senhor Jesus. A situação de uma igreja que não é capaz de gerar filhos, é deprimente. Tenho visto igrejas tradicionais definhando, estão às margens de fecharem as portas, pois o número de membros ativos não supre as demandas destas igrejas. O crescimento é precário, irrisório e ínfimo, e quando há, é hereditário. Muitas são as causas da “esterilidade” de uma igreja, mas vou citar apenas uma para não fugir do contexto da lição. São as disputas e rivalidades dentro das igrejas, se algum dia eu for pastor de alguma igreja, vou comprar um microfone para cada membro, é vergonhoso ver o comportamento de algumas pessoas, quando não recebem oportunidades no culto. Não há mais adoração nos hinos que se cantam nem nas saudações dadas pelos irmãos, e agora com esse negócio de “bater palmas” para Jesus, se a pessoa não receber uma saraiva de palmas fica aborrecida. O que há é uma competição dissimulada para ver quem tem a melhor voz, quem alcança determinada entonação, melhor visual (diga-se de passagem, tem cada coisa de arrepiar), melhor “make”, maior conhecimento teológico, melhor dicção e melhor oratória. Isso tem levado as igrejas a se tornarem estéreis, causando a busca desenfreada por um filho, e assim, apelando por qualquer “tratamento”.

Jacó (o Esposo) não é o agente causador do problema. O problema da esposa (igreja) não teve origem Nele. Ele não deixou de amar a esposa. A concepção é fruto de um relacionamento íntimo, um relacionamento profundo e amoroso. Não adianta suplicar ao Esposo por um filho se não resolvermos a causa da “esterilidade” em nós.

 

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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