Devocional lição 03/ 3º trim 2017, Quinta-feira – As Escrituras afirmam que o Filho é Deus.

João 1:1
No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus

A cristologia de um determinado grupo religioso é uma ressurreição do arianismo, que surgiu com Ário (256-336), um sacerdote do século IV, da cidade de Alexandria, no Egito. Tal sacerdote afirmou que Jesus Cristo era uma criatura, baseando principalmente em Provérbios 8:22 e I Coríntios 1:24. O primeiro é uma poesia, onde a sabedoria diz ter sido “criada” por Deus. O segundo diz que Jesus Cristo é a sabedoria de Deus. Assim, concluiu Ário, se Jesus é a sabedoria de Deus, então ele foi criado. 

Tal teoria, obriga-nos a uma resposta. E nossa refutação é fundamentada na Bíblia e não em conceitos racionais. O problema de Ário foi o seguinte: ele utilizava uma tradução do que hoje conhecemos como Antigo Testamento, escrito originalmente em hebraico, para o idioma grego. O texto hebraico traz em Provérbios 8:22 o verbo qanáni (possuir); contudo, o texto grego adotado por Ário verteu qanáni em bará, que significa “criar”. Quando S. Jerônimo fez a Vulgata, tradução do hebraico para o latim, traduziu corretamente qanáni por possédit me (possuiu-me). A pergunta que se levanta é: qual é o termo correto – criar ou possuir? A resposta é óbvia: possuir. Basta agora, interpretar corretamente. Veja: Deus é eterno, de eternidade a eternidade. Como ele é imutável, o que ele é hoje, sempre foi e sempre será. Assim, não há variação em Deus. Então, se Deus é poderoso, ele é poderoso de eternidade a eternidade. Nunca houve um momento em ele não tenha possuído poder. Ele não poderia ter criado seu poder, pois isso significaria que um dia ele não o teve. Ora, o mesmo se dá com a sabedoria de Deus. Se dissermos que Deus criou sua sabedoria, obviamente concluímos que um dia Deus não teve sabedoria. Daí, vem a pergunta: com que grau de inteligência Deus percebeu que não tinha sabedoria e que precisaria criá-la? Assim, diante dessa conclusão ilógica, afirmamos à luz da Bíblia: Deus é sábio de eternidade a eternidade. Seus atributos são tão eternos quanto ele, pois Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Diante disso, a leitura correta do Provérbios 8:22 deve ser: “O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas”.

Quando a Bíblia se refere a Jesus com sendo o Primogênito de Deus, está apontando para um título que indica preeminência ou primazia, apontando assim para a soberania de Cristo sobre a criação, e não está dizendo que Jesus é o primeiro filho de Deus. Quando a Bíblia diz se refere a Jesus como o Unigênito de Deus, está se referindo da singularidade de Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus. Ele é único, não há ninguém semelhante a ele (Judas 4). Essa palavra é composta por mono (único) + genus (tipo, espécie). A ênfase, portanto, está na primeira parte: único, o que implica na ideia de singularidade. E, finalmente, Jesus também é chamado de “Filho de Deus”, não porque seja inferior, mas porque é participante da mesma natureza divina da qual o Pai também participa.

Diante disto, concluímos que todas as declarações de Jesus sempre são entendidas como afirmações de igualdade com o Pai, ou seja, Ele afirma fazer aquilo do qual somente o Ser Supremo é capaz. Assim, se Jesus não fosse tudo aquilo que afirmou ser, direta ou indiretamente, não passaria de um impostor, mentiroso e megalomaníaco.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Fonte: Apostila Curso de Teologia (FEST – Filemom Escola Superior de Teologia)

Compartilhar

Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.