Devocional Lição 05/ 3º trim 2017, Sexta-feira – O Espírito Santo falou por meio dos profetas e apóstolos.

II Pedro 1:21
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo

O profeta de Israel, podemos dizer, era um locutor de Deus, um que recebia mensagens de Deus e as entregava ao povo. Ele estava cônscio do poder celestial que descia sobre ele de tempos em tempos capacitando-o para pronunciar mensagens não concebidas por sua própria mente, característica que o distinguia dos falsos profetas. A palavra “profeta” indica inspiração, originada duma palavra que significa “borbulhar”, um testemunho à eloquência torrencial que muitas vezes manava dos lábios dos profetas.

As expressões empregadas para descrever a maneira como lhes chegava a inspiração mostram que essa inspiração era repentina e de modo sobrenatural. Ao referirem-se à origem de seu poder, os profetas diziam que Deus “derramou” seu Espírito, “pôs seu Espírito sobre eles”, “deu” seu Espírito, “encheu-os do seu Espírito”, e “pôs seu Espírito” dentro deles. Descreveram a variedade de influência, declaram que o Espírito “estava sobre eles”, “descansava sobre eles”, e os “tomava”. Para indicar a influência exercida sobre eles, diziam que estavam “cheios do Espírito”, “movidos” pelo Espírito, “tomados” pelo Espírito, e que o Espírito falava por meio deles.

Quando um profeta profetizava, às vezes estava em estado conhecido como “êxtase” — estado pelo qual a pessoa fica elevada acima da percepção comum e introduzida num domínio espiritual, no domínio profético. Ezequiel disse: “A mão do Senhor (o poder do Senhor Deus) caiu sobre mim … e o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me trouxe a Jerusalém em visões de Deus”. É muito provável que Isaias estivesse nessa condição quando viu a glória de Jeová. João o apóstolo declara que foi “arrebatado em espírito no dia do Senhor”. As expressões usadas para descrever a inspiração e o êxtase dos profetas são semelhantes àquelas que descrevem a experiência do Novo Testamento de “ser cheio” ou “batizado” com o Espírito. Parece que nessa experiência o Espírito tem um impacto tão direto sobre o espírito humano, que a pessoa fica como que arrebatada a uma experiência na qual pronuncia uma linguagem extática.

Os profetas nem sempre profetizavam em estado extático; a expressão “veio a Palavra do Senhor” dá a entender que a revelação veio por uma iluminação sobrenatural da mente. A mensagem divina pode ser recebida e entregue em qualquer das duas maneiras.

O profeta não exercia o dom à sua discrição; a profecia não foi produzida “por vontade de homem”. Jeremias disse que não sabia que o povo estava maquinando contra ele. Os profetas nunca supuseram, nem tampouco os israelitas jamais creram, que o poder profético fosse privilégio de algum homem como dom permanente e sem interrupção para ser usado à sua própria vontade. Entenderam que o Espírito era um agente pessoal e, portanto, a inspiração era proveniente da soberana vontade de Deus. Os profetas podiam, porém, pôr-se numa condição de receptividade ao Espírito, e em tempos de crise podiam pedir direção a Deus.

Tomara que cada um de nós tome como dever solene ser cheio do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito deve ser visto como uma experiência normal da vida cristã e não um privilégio de poucos selecionados.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Fonte: Conhecendo as Doutrinas Bíblicas (Myer Pearlman)

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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