Devocional lição 06/ 3º trim 2017, Sexta-feira – Somente a fé em Jesus e o arrependimento restaura o pecador.

Atos 3:19
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor

Visto que o homem pecou com o corpo, será julgado segundo “o que fez por meio do corpo”. Isso envolve uma ressurreição. Quando a “carne” é condenada, a referência não é ao corpo físico, pois o elemento material não pode pecar, mas ao corpo usado pela alma pecadora. É a alma que peca. Ainda que a língua do difamador fosse cortada o difamador seria o mesmo. Amputam-se as mãos do larápio, mas de coração ele ainda seria ladrão. Os impulsos pecaminosos da alma devem ser extirpados, é essa a obra do Espírito Santo. 

O homem foi criado para viver eternamente, isto é, não morreria se obedecesse à lei de Deus. Para que pudesse “lançar mão” da imortalidade e da vida eterna, foi-lhe proposto um pacto de obras, figurado pelas duas árvores — a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore da vida. Desse modo, a vida estava condicionada à obediência, enquanto Adão observasse a lei da vida teria direito à árvore da vida. Mas desobedeceu, quebrou o pacto de vida, e ficou separado de Deus, a Fonte da vida. Desde esse momento, teve a morte o seu início e foi consumada na morte física com a separação da alma e do corpo. Mas notamos que o castigo incluía mais do que uma morte física, a dissolução física era uma indicação do desagrado de Deus, do fato que o homem estava sem contato com a Fonte da vida. Ainda que Adão se tivesse reconciliado mais tarde com o seu Criador, a morte física continuaria de acordo com o decreto divino: “No dia em que dela comeres certamente morrerás”. Somente por um ato de redenção e de recriação o homem teria outra vez direito à árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus. Por meio de Cristo a justiça é restaurada a alma, a qual, na ressurreição, é reunida a um corpo glorificado.

Vemos, então, que a morte física veio ao mundo como castigo, e, nas Escrituras, sempre que o homem é ameaçado com a morte como castigo pelo pecado, significa primeiramente a perda do favor de Deus. Assim, o pecador já está “morto em ofensas e pecados” e no momento da morte física ele entra no mundo invisível na mesma condição. Então no grande Julgamento o Juiz pronunciará a sentença da segunda morte, que envolve “indignação e ira, tribulação e angústia”. De maneira que “a morte”, como castigo, não é a extinção da personalidade, e, sim, o meio de separação de Deus.

Por outro lado, quando as Escrituras falam da vida como recompensa pela justiça, isso significa mais do que existência, pois os ímpios existem no inferno. Vida, significa viver em comunhão com Deus e no seu favor, comunhão que a morte não pode interromper ou destruir.

Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?

É uma vida que proporciona união consciente com Deus, a Fonte da vida. A vida eterna é uma existência perfeita; a morte eterna é uma existência má, miserável e degradada.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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