A revelação profética na Antiga Aliança.

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Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho

O autor da carta aos Hebreus, começa fazendo uma declaração da imanência e transcendência de Deus com sua sublime criatura, o homem. Ao contrário do que muitos imaginam, o relacionamento direto que Deus tem com o homem, data desde o Éden, e desde então, uma só mensagem foi anunciada, não ocorrendo, nela, nenhuma sombra de variação quanto aos propósitos de Deus. A mensagem que foi entregue aos profetas, para anunciarem no passado, não foi modificada por Jesus. O que Jesus ensinou foi a maneira correta de interpreta-las. Os discursos de Jesus não foram inovadores, fantasiosos ou ilusórios, em nenhum momento Ele distorceu ou contradisse os que os profetas escreveram a respeito das leis, do povo, da fé ou de Deus, mas, reafirmou cada uma das profecias.

Seria cômico se não fosse trágico, o que temos ouvido de certos pregadores em púlpitos de igrejas. Alguns pregadores, no anseio de anunciar o inusitado, tem apelado para as interpretações fantasiosas, forçando-nos a crer que a sua interpretação é a uma revelação “fresquinha”, vinda diretamente do trono de Deus.
Outros pegadores, dividem a Bíblia em duas partes: o Antigo Testamento é, exclusivamente para os judeus, não podendo ser extraído dele nenhum ensino para os crentes dos dias de hoje, e, o Novo Testamento é exclusivo para a igreja de Jesus.

Toda a escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça

Ora, o que devemos pensar diante desta instrução? Devemos lembrar que quando Paulo deu essa instrução ao jovem Timóteo, eles, não tinham em mãos o Novo Testamento. Sendo assim, essa instrução, indiscutivelmente, afirma que tanto o Velho quanto o Novo Testamento são úteis para a edificação do crente. Entretanto, não podemos esquecer que a Bíblia usa diversos meios para nos transmitir a mensagem de Deus, ou seja, ela faz uso de símbolos, figuras, analogias, exemplos, parábolas, etc., e assim, não devemos e nem podemos interpretar a Bíblia de forma, exclusivamente, literal. Não podemos definir a Bíblia como sendo um livro repleto de enigmas indecifráveis e definições obscuras. A Palavra de Deus é clara quando interpretada espiritualmente, “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Necessariamente, não precisamos da homilética, hermenêutica e exegese para entender o que Deus quer nos ensinar através da sua Palavra, muito pelo contrário, quanto mais o homem busca conhecimento para interpreta-la, mais obscura ela se torna para este, mas aos simples o entendimento brota do coração: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.”

Antes que me atirem pedras, não entendam que estou insinuando que nunca devemos estudar a Palavra de Deus e buscar conhece-la mais e mais. Claro que devemos, e isso é uma ordenança do próprio Deus “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR”, estou apontando para aqueles que fazem dos seus estudos, diplomas e certificados o único apoio para a interpretação da Bíblia.

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.” Por qual motivo de Pedro foi instruído a colocar exatamente nessa ordem: primeiro cresce na graça e depois no conhecimento? Ora, para que ninguém se ensoberbeça e venha a desprezar a obra do Espírito Santo.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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