O serviço cristão, a obra de Deus e a justiça divina.

Hebreus 6: 10
Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis.”

Algum tempo atrás, alguém disse na minha cara que o “pobrema dus crente hoje sê tudo ingnoranti, é por causa de que num tem ninguém pra enciná a verdade”. Nem por um milionésimo de segundo, concordei com ele. Não tem ninguém! Como não tem ninguém? Sei que não tem muitos com capacidade de ensinar, mas tem. O que está faltando nas igrejas é crente querendo aprender, mas, não estou falando de cursinhos relâmpagos de teologia, hebraico, grego ou outra coisa e, sim, de aprender doutrinas bíblicas. O que tenho visto é muita gente preocupada com a cor da mula de Balaão, para quem Absalão vendia seus cabelos, se Salomão dormia com todas as suas mulheres, quantos passos Pedro deu sobre o mar, enfim, outros questionamentos que não acrescentam nada na vida espiritual de ninguém.

A teologia da prosperidade tem revirado a cabeça de muito crente bom. O camarada que até então, tinha os miolos no lugar, depois de ouvir algumas pregações recheadas desta teologia, encosta Deus contra a parede e exige uma condição de vida que, muitas das vezes, não faz jus. A ignorância, mesmo que seja superficial, das doutrinas bíblicas nos leva a um comportamento inadequado como filhos de Deus. A falta de conhecimento bíblico nos torna escravos dos conceitos e filosofias dos teólogos que seguem a linha de pensamento da confissão positiva.

E, um dos principais pontos desta teologia, é “abrir” os olhos dos crentes, ou seja, se o crente, de fato, soubesse quem ele é, o que ele é e, o que ele pode, ele não teria uma vida medíocre neste mundo. Os pregadores desta ideologia, afirmam que os crentes não sabem o que lhes pertencem, e por não saberem, também desconhecem seus direitos. As justificativas que embasam essa teologia estão em textos fora do contexto com o fim de um pretexto, e os argumentos são os de que, como filhos do Rei, não podemos vagar por esse mundo com roupas esfarrapadas, sapatos velhos e surrados, veículos caindo os pedaços, ou seja, temos que exigir do Rei um tratamento digno, e, mais forte se torna esse argumento, quando exercemos alguma função na casa do Rei (igreja).

Bom, Deus promete que nosso trabalho na sua obra não é vão, ou seja, seremos recompensados de alguma maneira. Ele disse que vai recompensar, mas, não disse quando, isso vai acontecer.
Eu não prego ou ensino que todo crente tem que ser mendigo, muito pelo contrário, sempre falo que as vezes vivemos essa “vidinha” medíocre de crente, por falta de um relacionamento mais estreito com Deus e, pela falta de um comportamento que dignifique o Nome do nosso Deus. Nisso eu acredito! Acredito, prego e ensino que é o desejo do nosso Deus que tenhamos uma vida tranquila neste mundo, mas, que isso não vem de graça, exige de nós uma atitude. Mas, essa atitude é conosco mesmo.

Deus não derrama suas bênçãos do Céu para quem, aqui na terra, for mais esperto agarrar a sua. Suas bênçãos são enviadas especialmente e particularmente àqueles que andam com fidelidade diante dEle.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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