O sacrifício de Abel e a fé que ainda fala.

Hebreus 11: 4
Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala.”

Independente do destino final que Adão ou Eva deram a suas almas, pois a Bíblia se cala a respeito deste assunto, acredito piamente, que foram bons pais. Claro, não estou insinuando que foram perfeitos, mas sem dúvida alguma instruíram os filhos qual o caminho deveriam seguir. A Palavra de Deus diz que o pecado entrou no mundo por Adão, mas em nenhum lugar diz que ele morreu pecador. A Palavra de Deus afirma que, após a queda de Adão e Eva, o nome do Senhor, somente, começou a ser invocado por Enos, filho de Sete, consequentemente, neto de Adão e Eva, e, podemos interpretar claramente que Adão ainda estava vivo quando isso se deu. Ora, quem poderia ter influenciado Enos a agir assim, senão Adão, seu avô?  Não foram as atitudes de Adão que influenciaram Enos, mas o testemunho verbal que, provavelmente, ele dava de Deus.

Os mistérios de Deus são inexplicáveis e inescrutáveis. Como se explica, alguém que nunca viu ou participou de um culto a Deus dentro da sua casa, poderia prestar um culto que agradasse a Deus? Só pode ser obra do próprio Deus.

Sem dúvida alguma, caro leitor, Paulo quando diz que “a fé vem pelo ouvir”, fazia referência a Abel. Literalmente, Abel só ouviu de seus pais quem era Deus, ele nunca viu seus pais adorarem o Deus de quem tanto falavam, contudo, o testemunho de seus pais, foi suficiente para ser despertado nele o desejo de conhecer mais estreitamente esse Deus. Não foi Abel, pela sua perspicácia e sagacidade, que deduziu, de tudo quanto ouvia, o tipo de culto que Deus gosta de receber, mas, ele discerniu espiritualmente, que o Deus do qual seus pais tanto falavam, merecia um culto onde o ofertante atraísse o olhar de Deus, não por causa da oferta, mas por causa do adorador. Abel entendeu que um culto para agradar a Deus não depende da oferta, mas do adorador.

Abel não tinha a sua disposição nenhum texto sagrado que pudesse auxiliar na edificação da fé, ele não tinha uma congregação, onde pudesse, com os irmãos, prestar culto periodicamente e, com isso, consolidar a fé no Deus que acabara de descobrir. Abel não tinha a sua disposição nenhum curso de teologia, exegese, hermenêutica ou, sequer, foi discipulado adequadamente, mas, uma coisa ele sabia e tinha convicção dela, o Deus, de quem seus pais sempre falavam, é digno de receber toda adoração e louvor e, isso, Abel foi impelido a realizar com tanta dedicação, que o próprio Senhor deu testemunho do culto oferecido por Abel. Não foi apenas a oferta de Abel que chegou como aroma suave diante de Deus, o próprio Abel se preparou para estar diante deste Deus glorioso e, antes de apresentar sua oferta, ele se apresentou e com humildade suplicou que YHWH recebesse sua oferta.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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