As Escrituras condenam o preconceito e a discriminação

Gálatas 3: 8
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”

A declaração dos direitos humanos tem sua fundamentação na Palavra de Deus, apesar de não mencionarem sobre a Bíblia ou sobre Deus, atestam que tais direitos são sagrados e invioláveis. Mesmo que não admitam, Deus é o criador, o estabelecedor e o mantenedor dos direitos a todos, sem nenhuma acepção de pessoa. A violação dos direitos humanos é uma afronta a Deus e uma desobediência ao mandamento de Cristo, no entanto, não podemos dissociar direitos de deveres. Desta forma, qualquer direito deve ser assegurado a partir do momento em que se cumpre os deveres.

Os direitos humanos, intocáveis por razões de sua própria humanidade, recebem um fundamento inabalável em Deus. Eles são uma oportunidade para que a dignidade humana seja mais eficazmente reconhecida como característica impressa pelo Deus Criador na Sua criatura. A doutrina cristã estabelece que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, portanto, o homem tem dignidade porque é criatura de Deus e, se o homem é um ser digno, invariavelmente, tem seus direitos. Mas até onde vão meus direitos?

De toda a Lei, Jesus sintetizou em duas; Amar a Deus e ao próximo. Muitos burlam os direitos alheios, se justificando com o argumento de não terem conhecimento de quem é o seu próximo. O próximo não é apenas o honesto, o crente, o irmão, o colega, o amigo, o vizinho, o trabalhador, o confiável, o de bom caráter, enfim, não somos nós que estabelecemos quem é o próximo, mas o próximo, a que Jesus se referiu, é outra pessoa qualquer, estando ela em qualquer lugar do mundo. Sendo assim, temos que admitir que meu próximo é outro ser humano qualquer e, tal como nós possui seus direitos.

O assunto além de polêmico e extenso, vai gerar uma infinidade de opiniões, que não serão demovidas com uma simples aula de duas horas. Tenho alunos que são radicais nos seus conceitos quanto aos que cometem crimes hediondos. Segundo eles, tais criminosos deveriam ser entregues nas mãos da população para que, o dito criminoso, receba uma punição à altura do seu crime. Esses irmãos, até citam a frase que Jesus usou no sermão do monte (Mt 5:38) fora do contexto para justificarem seu caráter. O que esses irmãos não sabem é que a “Lex Talionis”, não se aplica a uma mera vingança, muito pelo contrário, é uma lei da misericórdia. Ela é, talvez, a mais antiga lei do mundo, foi introduzida para evitar que tribos rivais se exterminassem por crimes cometidos de forma individual, ou seja, somente o varão que cometeu o crime seria punido de acordo com o crime cometido. Ele pagaria pelo delito, e não toda a tribo como era o costume antigo.

A “Lex Talionis” nunca teve como propósito dar a pessoa, em particular, o direito de vingar-se. Trata-se de uma norma destinada a orientar um juiz na punição que devia aplicar por qualquer ato violento ou injusto e, o mais importante de tudo, lembrar-se que a ela não é, de maneira alguma, toda a ética do Antigo Testamento.

Jesus eliminou todo o fundamento da própria lei que fez citação, pois, a vingança, por mais controlada que seja, não tem lugar na ética cristã.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Compartilhar

Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.