O amor cristão é a síntese da lei e dos profetas.

Mateus 22: 37-40
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

O que significa, exatamente, dar a vida por alguém? Seria, em determinados casos, trocar, literalmente, de lugar com alguém que estás prestes a perder a sua vida? Ou seja, por exemplo, alguém muito querido, está na iminência de ser morto, seja por qual motivo for, e nós nos oferecemos para morrer em seu lugar. Será que, sinceramente, Deus espera que alguma pessoa tome essa atitude? Provavelmente, alguém que esteja lendo isso agora, tenha pensado consigo mesmo e dito que faria isso sim, só meu querido(a) leitor(a), que não estou insinuando em darmos a nossa vida pelos nossos entes mais próximos e queridos, me refiro a dar a vida em favor de estranhos, pessoas que, provavelmente, nunca conheceremos. Então, eu volto com a pergunta: estamos dispostos a dar nossa vida em favor de outra pessoa?

O tema desta semana é a doação de órgãos. E, vamos estudar e aprender no decorrer desta semana o que a Bíblia fala e a nossa posição ética cristã diante deste ato de amor.
Não é raro encontrarmos no meio evangélico, “crentes” que desaprovam este ato, pois, julgam que no arrebatamento precisarão dos seus órgãos, que se porventura forem doados, para ingressarem no Céus. Deus não reprova esse ato e, não achamos na Bíblia Sagrada nenhum texto que proíba esse ato.

Devemos ter em mente que nosso Deus, não está sugerindo que andemos pelas ruas das cidades com uma placa pendurada no pescoço, anunciando que estamos dispostos a doar nossos órgãos para qualquer um, não é isso. Ao criar todos os seres humanos, nosso Deus foi sábio em por em cada individuo carga genéticas inerentes a cada pessoa, exatamente para evitar a banalização do ato. E, nos deu alguns órgãos em duplicidade, para que, numa eventualidade, pudéssemos dispor de um para salvar a vida de outra pessoa. Em outra situação, existe a possibilidade de, se não há mais vida no corpo para ser mantida, doar todos os órgãos que estejam em perfeito estado de funcionamento. Isto é um ato de amor!

Sendo assim, dar a vida por alguém está muito além de literalmente morrer pelo outro, mas implica em partilhar a vida que temos com nosso próximo, independentemente se é parente ou não. O amor a Deus e ao próximo deve ser a mola mestra de todos nossos atos, e, ele deve ser demonstrado nesta ordem, pois, se não amarmos a Deus em primeiro plano todos os nossos atos serão puro fingimento, superficiais e efêmeros, por que, se amarmos a Deus com todo o nosso coração, não só seremos obedientes a sua Palavra como também nos esforçaremos para agir como Ele age. Não entenda de forma equivocada o que estou escrevendo, não estou dizendo para sermos “deusinhos”, mas que devemos amar de forma incondicional como Deus ama o homem.

Nosso Deus assegura que nenhum mandamento ou profecia poderia ser sustentar se não estivesse fundamentado no amor. Paulo, na sua carta aos coríntios nos ensina que nada pode subsistir sem o amor.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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