Tudo o que Deus fez é bom.

Gênesis 1: 31
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi à tarde e a manhã: o dia sexto.”

A unidade matriz que Deus criou, mãe das unidades matrimoniais posteriores, foi a de homem-mulher. A segunda narrativa da origem da humanidade, em outra linguagem, ressalta, de maneira enfática e maravilhosa, a mesma ideia de absoluta e específica interatividade do par humano, enfatizando que a solidão masculina somente pode ser quebrada pela consorte conjugal, que é da mesmíssima natureza do marido: de sua carne e de seus ossos: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). “Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus, e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu: tomou uma das suas costelas, e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos, e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi formada. Por isso, deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.20-24).

Os eventos criacionais ensinam-nos, por intermédio de fatos ilustrativos, figurativos, protótipos e arquétipos que:

– O casal humano original, marido e esposa, foi a origem, a causa, a consequência e a sequência da humanidade. Todos os povos que se tornaram sexualmente promíscuos enfraqueceram-se, desorientaram-se, perderam a identidade, transformaram-se em vítimas dos individualismos, dos personalismos, das antropolatrias culturais;
– A união conjugal era tão profunda que marido e mulher não eram apenas “sócios domésticos”, “uma miniempresa conjugal de pessoas físicas”, um homem e uma mulher unidos por um contrato de natureza temporária, durando apenas enquanto permaneciam as conveniências, os interesses e os atrativos sexuais, mas, uma unidade substancial, essencial de tal reciprocidade que as individualidades realizavam na bi-unidade mais natural que ordenatória. A única expressão capaz de conotar e denotar semelhante consubstancialidade foi a emocional, pronunciada num estado de perplexidade sentimental e romântica pelo “marido primevo” em suas núpcias: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Em outras palavras: Esta sou eu; eu sou ela; ela é minha; eu sou dela; ela não é sem mim; eu não sou sem ela; ela procedeu de mim, mas as minhas sementes nela frutificarão; Deus a tirou de mim para tirar dela a humanidade;
– O princípio da unidade conjugal indissolúvel estabelecido na criação deve continuar inalterado nas gerações sucessivas. O divórcio, as separações, legais ou não, as relações sexuais pré e extraconjugais são atos e atitudes contrários à idealidade criacional, à vontade e aos propósitos do Criador e, portanto, pecaminosos. O mundo, posto no maligno, dominado pelo pecado, dirigido pelo espírito atuante nos filhos da desobediência (Ef 2.2, 3), carnal por natureza, em nada se assemelha ao povo de Deus, constituído de regenerados, herdeiros da promessa.

O “casamento no Senhor”, estrita união entre um homem e uma mulher, aos olhos de Deus e de sua Igreja, reveste-se de nobreza inigualável, por ser tipo, símbolo prático, concreto, e modelo existencial da união indissolúvel de Cristo(esposo) e a Igreja(esposa).

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referência: O CRISTÃO E O SEXO (Adaptado) – Rev. Onézio Figueiredo

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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