A reivindicação do culto.

Êxodo 10: 9
E Moisés disse: Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do SENHOR temos.”

Mesmo diante do aperto em que estava o Egito, pois as pragas haviam arruinado a economia do país, o Faraó, ainda assim, queria ditar as regras para o povo hebreu. As coisas seriam a maneira dele e não como Deus havia determinado. Em outras palavras ele queria demover Moisés da obediência a Deus, isto é, o Faraó insinuou que o culto que o povo hebreu queria ofertar ao seu Deus não precisava ter aquelas características. “Para que incomodar todo o povo numa caminhada de três dias só para prestar um “cultinho” ao seu Deus? Vai só os homens!”

A proposta do Faraó ecoa até nossos dias, é impressionante ver as pessoas agirem de maneira leviana após receberem as dádivas imerecidas de Deus. Seja o culto de adoração ou de gratidão, isso é o mínimo que podemos ofertar ao nosso Deus e, isso é o mínimo que Ele espera de nós. Mas o que é cultuar a Deus? Seria ficar sentado horas e horas em um banco de igreja participando, mesmo que superficialmente, de toda liturgia? Tem muito crente indo para os cultos sem a mínima intenção de cultuar, agem desta forma apenas para tirar o peso da consciência.

Paulo na sua carta aos da igreja de Filipos, afirmou que a verdadeira adoração e culto são aqueles que se oferecem a Deus pelo Espírito, não confiando na carne, mas gloriando-se em Cristo Jesus. Desta forma, percebemos que a adoração que nosso Deus requer, exige que aquele que vai até Ele para adorá-Lo, tenha uma vida resguardada de pecados, pois, se assim não for, a adoração será sem nenhum sentido, indiferente se cumpriu ou não os rituais do culto judaico.

O que aquele que adora, às vezes, demora a entender é que, os sacrifícios e ofertas que regiam o culto judaico na antiga aliança eram figuras e símbolos de nosso Jesus Cristo, assim sendo, todos os sacrifícios e ofertas que eram exigidas para a purificação do pecador, foram substituídos pelo sacrifício de Cristo, restando-nos a responsabilidade de esforçar-nos para nos manter purificados. Desta forma, o adorador que, hoje, tem o anseio que seu culto chegue até o trono de Deus, tem o dever de, perseverantemente, manter-se santificado, e isto, é uma exigência dAquele que requer para Si o culto. Por isso, é que fomos advertidos energicamente se, no momento de oferecermos o nosso culto, lembrarmos que alguém tem alguma coisa contra nós, devemos deixar nossa oferta no altar e ir correndo nos consertar com esse alguém.

Era de se esperar que, no mundo evangélico de hoje, onde não faltam atividades voltadas para o evangelismo, o testemunho destes evangélicos fosse o reflexo de uma vida inteiramente santificada, porém, o que podemos constatar e o que realmente vemos, é um bando de fanáticos religiosos, cujo proceder não fica devendo em nada ao comportamento de Israel no tempo do profeta Isaías – “Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído”.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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