A boa terra e o tipo de ouvinte.

Marcos 4: 8 e 20
E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem … E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um.”

Nem tudo está perdido!

Não obstante o Senhor Jesus ter falado, anteriormente, de três tipos de solo improdutíveis, agora Ele fala do que é produtivo, embora, Ele deixe bem claro que nem todo o solo (coração), mesmo que receba a mesma semente, irá produzir na mesma proporção. A produção vai depender da fé de cada um, pois a fé, neste caso, não é tão somente concordar com a verdade ou em consentir com o dever de se tornar um semeador, mas, a fé neste caso, implica em assumir um compromisso, uma responsabilidade e aceitar de todo o coração o fruto que a semente lançada vai produzir.

Embora, estejamos presenciando muitas coisas estranhas no meio dos crentes, estamos conscientes de que nem todos os crentes concordam e aceitam essas coisas estanhas. Em cada geração, em cada igreja, em cada grupo de cristãos (de maneira generalizada), Deus sempre separou para Si, os remanescentes. Em meio ao deserto inóspito que tem se tornado o mundo com seu sistema diabólico, sempre é possível encontrar alguns “oásis”, onde a terra é receptiva, fértil e produtiva.

É terminantemente impossível que alguém que receba com amor e fé a “semente” – Palavra de Deus, não seja radicalmente influenciado por ela. Não vai ser a quantidade de fruto que se produzirá, que determinará, neste caso, a qualidade do solo. A evidência da salvação está na vida transformada pelo coração receptivo, que recebeu a semente e submeteu-se à sua germinação, desenvolvimento e frutificação. Como bem escreveu W. W. Wiersbe, “Nem todos os que creem verdadeiramente produzem frutos na mesma quantidade, mas em todo cristão legítimo haverá evidências de fruto espiritual.”

Nesta parábola o Senhor Jesus nos mostra que para cada tipo de coração infrutífero, existe um adversário específico, ou seja, o diabo trabalha de maneira distinta em cada caso. Sendo assim, nós vemos que no primeiro caso, “à beira do caminho”, é o próprio Satanás quem vai agir para impedir a germinação da semente; no segundo caso, “sobre os pedregais”, temos os desejos carnais impedindo o desenvolvimento da raiz da semente; e, no terceiro caso, “entre os espinhos”, temos o interesse pelas coisas do mundo sufocando, literalmente, a semente, impedindo seu crescimento e frutificação.

Que possamos extrair desta parábola, tudo aquilo que possibilite a nos tornar mais produtivos na obra de Deus. Lembrando sempre que o fruto a ser evidenciado tem que estar, impreterivelmente, inerente a semente que foi plantada. A semente que semeamos está condicionada à semente que recebemos, sendo assim, se recebemos a boa semente da Palavra de Deus, aquilo que semearmos deverá estar intrinsecamente ligado ao que recebemos.

“O que semeia, semeia a Palavra de Deus.”

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo testamento – W. W. Wiersbe

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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