A salvação é pela graça, mediante a fé, para que ninguém se glorie.

Efésios 2: 8-9
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

A graça de Deus, é a razão da nossa salvação. Fomos salvos tão somente por causa da graça soberana de Deus. Nenhum homem, de Adão até ao último ser humano que existirá, subirá aos Céus por méritos próprios. A ninguém é facultado o direito de entrar nos Céus pelos próprios esforços. Deus, e tão somente Ele, quis salvar a humanidade, apesar do que, em que ela se transformou. Nada, absolutamente nada, influenciou ou induziu Deus a agir de forma tão misericordiosa para com o homem que não seja tão somente a sua imensa GRAÇA.

Na parábola da viúva e do juiz, a lição que devemos aprender é que, se um homem tão arrogante, orgulhoso e prepotente como aquele juiz, agiu com “benevolência” atendendo aos apelos daquela viúva, quanto mais agirá o Nosso Deus diante das nossas orações, súplicas, intercessões e clamores. O contraste entre a atitude do juiz e o agir do Nosso Deus é gritante, em momento algum podemos fazer uma analogia entre eles.

Aquele juiz julgou a causa da viúva, só porque via a insistência dela como algo que o molestaria futuramente, na verdade, o que ele estava fazendo era se livrando de um “grande” estorvo, estava tirando uma“pedra” do sapato. Por que, por onde quer que ele fosse com seu tribunal, aquela mulher o acompanharia e agiria sempre da mesma forma até que tivesse sua causa atendida. Aquele juiz agiu pensando somente em si – ficaria livre daquela incômoda viúva. Aquele juiz não julgou a causa de viúva por que viu quão grande era sua necessidade e ficou, mesmo que superficialmente, condoído, não foi por isso.

A viúva, por sua vez, teve seu apelo atendido não por causa da gravidade da situação, mas por causa da atitude que tomou. Ninguém se interessou pela sua necessidade, mesmo porque ela não tinha ninguém que quisesse e pudesse se interessar. Se não fosse a postura que tomou no tribunal do injusto juiz, ninguém ouviria o seu problema.

Voltamos a dizer que nenhum dos personagens desta parábola podem ser comparados – o juiz não é uma figura do nosso Deus, nem a mulher é a figura da igreja ou do crente. Antes de contar a parábola, Jesus nos advertiu sobre o “dever de orar e nunca desfalecer” e, este é o ensinamento que esta parábola nos traz. Uma vez que Jesus não nos comparou com ela, isso deve servir de incentivo para orar. Jesus argumenta do menor para o maior: “Se uma pobre viúva conseguiu o que merecia de um juiz egoísta, quanto mais os filhos de Deus receberão o que é certo do amoroso Pai celestial!”

Nós, como filhos de Deus, estamos sob seus ternos cuidados e temos livre acesso, em qualquer momento, a sua presença.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – W.W.Wiersbe

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