É dever dos pastores conhecer o estado de suas ovelhas.

Provérbios 27: 23
Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado.”

Mesmo que cada convenção eclesiástica elabore seu próprio estatuto, este deverá estar totalmente fundamentado nos princípios bíblicos que regem a moral, caráter, personalidade, respeito e ações de todo aquele que tiver um chamado divino para o ministério pastoral. Desta forma, só poderiam ser admitidos para o Ministério Pastoral, pessoas que estão totalmente conscientes de que o Ministério Pastoral é instituído pelo Senhor da Igreja; que ele deve ser modelo e exemplo dos fiéis (1 Tm 4.12); que a Escritura Sagrada estabelece critérios sobre a conduta e o comportamento do pastor; que o seu ministério é uma vocação divina, e que o alcançou não por seus próprios méritos, mas através da convicção de sua chamada por Deus (Ef. 3:7; Hb. 5:4; 2 Co. 3:5, 6; Gl. 1:15,16; Mt. 4:21; 1 Tm. 1:12); que o pastor, apesar da posição elevada que exerce, deve sempre se lembrar de que está na condição de servo do Senhor Jesus Cristo (Tt. 1:1; Fp. 1:2, 7: Ap. 22:3; At. 9:15, 16); que o pastor é único que pode manchar o seu próprio caráter, e que deve garantir, por sua conduta, a melhor reputação possível do ministério pastoral (Jo 1:47; 2 Pe. 3:14; 1 Tm. 3:2, 7;Cl. 1:22; Fp 2:15).

Claro que não vamos encontrar um homem que se encaixe perfeita e totalmente dentro dos parâmetros citados (parcialmente) acima. Nem Davi, que era um homem “segundo o coração” de Deus, cumpriu todas as exigências inerentes a um pastor. Todavia, isso não é justificativa para não se esforçar em alcançar esse padrão. Lembrando que, não é a ordenação ministerial que faz o pastor, pois conheço alguns homens que são verdadeiros pastores sem que tenham recebido a ordenação de suas convenções.

Ainda sobre o estatuto que rege o Ministério Pastoral, está definido que o pastor como ministro religioso, atua na pregação e expansão do Evangelho, no ministério eclesiástico e denominacional, contribuindo para a reabilitação e aperfeiçoamento de vidas, sem discriminação de qualquer natureza; que o pastor compromete-se com o bem-estar das pessoas sob seus cuidados, utilizando todos os recursos lícitos e éticos disponíveis, para proporcionar o melhor atendimento possível, agindo com o máximo de zelo, discrição e o melhor de sua capacidade, assumindo a responsabilidade por qualquer ato ministerial ou pessoal do qual participou; e, que o pastor tem o dever de exercer seu ministério religioso com honra, dignidade e a exata compreensão de sua responsabilidade.

Entre outras coisas, o que a Palavra do Senhor nos diz hoje é que não adianta conhecer o estado do rebanho, se aquele que tem o Ministério Pastoral em suas mãos, não colocar sobre o rebanho, seu coração. Não adianta tomarmos conhecimento das necessidades dos irmãos da igreja, se vamos continuar insensíveis a elas.

Uma igreja forte não é caracterizada pela ausência de irmãos com necessidades, mas pela extrema comunhão e amor fraternal.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– ÉTICA PASTORAL – FEST – Filemom Escola Superior de Teologia

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4 thoughts on “É dever dos pastores conhecer o estado de suas ovelhas.

  • 30 de outubro de 2018 em 11:32
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    Muito bom o seu estudo amado irmão. Deus lhe abençoe sempre pra que venha nos abençoar com seus estudos mais e mais. Que o irmão cresça em sabedoria e conhecimento em Cristo Jesus a cada dia.

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  • 30 de outubro de 2018 em 11:56
    Permalink

    Muito bom.Necessitamos mais de conhecer o nivel de Amor que precisamos alcançar ,para que o Senhor cumpra em nós o teu querer.

    Resposta

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