Uma advertência seríssima aos que exercem o pastorado.

Jeremias 23: 1-4
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR. E eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão e se multiplicarão. E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará,diz o SENHOR.”

Seria cômico se não fosse trágico, o fato de alguns “pastores” ficarem extremamente irritados com as críticas que recebem acerca da condução do seu ministério. Homens desprovidos de qualquer senso espiritual e moral, detendo o título de “pastor” e usufruindo da posição, conquistada na “marra”, para “extorquir” do rebanho aquilo que tiver de melhor e repelir, usando a Bíblia, qualquer um que tentar se opor. A Bíblia, exaustivamente, nos adverte sobre este tipo de pastor. Ora, se há as advertências, é por que as possibilidades de estarmos sob os cuidados de alguém com estas características são reais e, infelizmente, inúmeras.

Houve um tempo em que só detinha o título de “pastor”, aquele que tinha vocação e chamado divino para essa tão nobre função, mas, por ambição e aspiração ao “status” social, profissionalizaram a vocação transformando o ministério em cargo, desta forma, o chamado divino, sendo ignorado, deu lugar as nomeações que, na maioria das vezes, são feitas por conveniências e nepotismos.

A probabilidade de encontrarmos pastores que estejam com suas vidas inteiramente pautadas e em conformidade com a Palavra de Deus, que andam em retidão, vivendo com integridade, sinceridade, honestidade e fidelidade a Deus e ao seu ministério, é de um para mil (1/1000). Isso não está fundamentado em pesquisas ou estudos elaborados entres os que ocupam tal ministério, isso é o que está declarado na Palavra de Deus em Jó 33:23. A verdade desta declaração está evidenciada no que temos visto e vivido no meio evangélico nas últimas décadas.

As dificuldades de desempenhar os deveres pastorais não podem ser justificativas para realizá-los com descaso. Preparar-se intelectualmente não é o suficiente para estar sobre o “grande povo de Deus”. Paulo faz a seguinte pergunta na carta escrita aos Coríntios: “quem está capacitado para tanto?”. Poucos, muitos poucos, são os que realmente aspiram essa vocação e assumem um ministério após, e somente após, o chamado de Deus.

Ser pastor não é somente estar presente em todas as reuniões e sentar-se imponentemente ao centro do púlpito com seus cooperadores ao redor. Ser pastor é permanecer na presença de Deus, interpondo-se entre Deus e o seu povo, e entre o povo e Deus; é ser a boca de Deus para o povo, e a boca do povo para Deus; é ser o interprete e mestre de toda a Sagrada Escritura; é dar continuidade no ofício que o próprio Cristo iniciou; ser pastor, é cuidar da saúde das almas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– A Escassez de Verdadeiros Ministros – William Perkins

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