A principal diferença entre o bom pastor e o mercenário.

João 10: 11-12
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.

Outro dia, ao fazer minhas pesquisas para a composição deste artigo, deparei-me com uma declaração inusitada, feita por um pastor americano, cujo falecimento se deu semana passada. Ele declarou, em seu livro “Um Pastor Segundo o Coração de Deus “, que nenhuma outra atividade exercida pelo homem é tão fácil de ser fingida como a de pastor.

Todo aquele, após seu encontro pessoal com Cristo e, tendo sido salvo, justificado e regenerado, busca avidamente tornar-se uma pessoa melhor, contudo, enquanto vai adiando essa transformação para o dia de amanhã, em seu interior uma batalha cruel e desigual está travada diariamente. O nosso interior está dividido, entre muitas outras coisas, em desejos e boas intenções; em comportamentos (reais ou imaginários) que trazem culpa e atos “heroicos” cheios de virtude; e, em desejo de se santificar e anseio por autossatisfação. E, os que “abraçam” a função ministerial de pastor, vivem sob essas mesmas condições, pois, ainda que tenham recebido um chamado divino, continuam sendo homens naturais, passíveis de tentações.

A declaração que o Pr. Eugene fez, se aplica, apropriadamente, ao texto bíblico de hoje, pois, alguns homens adotam comportamentos tão similares ao de um pastor, que o rebanho os considerarão, sem nenhum questionamento, homens conhecedores de profundos mistérios: eles exibem um porte reverente; usam uma voz empostada; pronunciam palavras eruditas para convencer os outros de que seu conhecimento está um nível acima do que o da congregação; fazem gestos em perfeita sincronia com o discurso; lançam suspiros cheios de simpatia e toques repletos de compaixão. Afinal de contas, eles têm que fazer jus ao salário que recebem.

Por causa disto, Jesus, então, nos fala do contraste entre o verdadeiro pastor e o mercenário que finge ser um pastor. O verdadeiro pastor, sem querer aqui dar o significado literal da expressão “dá a vida”, no mínimo se interessa pelas pessoas e seus problemas, medos e dificuldades, mesmo sabendo que não resolverá todos, ele se envolve. O verdadeiro pastor identifica o lobo a distancia e, antes que se aproxime do rebanho, já está em condições de enfrentá-lo. Pode ser que não enxote o “lobo” de imediato, mas deixa avisado que está de olho nele. O verdadeiro pastor, mesmo quando falta o “merecido salário”, continua exercendo seu ministério com a mesma dedicação e zelo.

Dar a vida pelo rebanho é abrir mão das próprias necessidades para satisfazer as do rebanho.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe
Graça e Paz.

Referências:
– Um Pastor Segundo o Coração de Deus – Eugene Peterson

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