Na lista dos pecados, a soberba ocupa um lugar especial.

Marcos 7: 21-23
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.”

O grande conflito que os judeus enfrentaram ao ouvirem as pregações de Jesus, não consistia apenas entre as verdades de Deus e a tradição humana, somava a este, a divergente opinião sobre o pecado e a santidade. Os fariseus, arrogantemente, sentiam-se acima de todos os outros, pelo simples fato de observarem a Lei com rigor, ou seja, todos os rituais de purificação externa, eram, meticulosamente, obedecidos. O ensino que Jesus trouxe é que, mesmo que uma pessoa obedeça com fidelidade a Lei, ainda assim, poderá transgredi-la em seu coração. Em outras palavras – pecado não é só o que se faz com o corpo, mas inclui tudo o que flui do coração (desejos, sentimentos, etc.).

Alguns assuntos estão sendo “arquivados” nas igrejas por serem temas que incomodam as pessoas. Progressivamente eles estão sendo esquecidos, como se tivessem sido erradicados do meio do povo de Deus. E, o pecado é um desses assuntos. Rotineiramente entramos e saímos das igrejas e as mensagens que ouvimos mexem com tudo, menos com a nossa condição de pecador. Tal como os fariseus, alguns “crentes” hoje em dia, ainda não entenderam o que Jesus veio salvar. Não entenderam que a salvação operada por Jesus é radical e abrangente, pois essa é a única forma de purificar o coração do homem. Não é somente o que fazemos com o corpo que nos torna impuro, mas também o que fazemos por meio dele. Pior do que pontas de cabelos aparadas, unhas e lábios com cores suaves, roupas frescas para amenizar o calor, entretenimento com a família num clube com piscina e reuniões sociais com amigos, são as intenções, desejos e pensamentos inescrupulosos.

A teologia dos fariseus, não estava de toda errada, ela estava díspar em alguns pontos e incompleta em outros, assim como, as muitas igrejas nos dias de hoje que divergem na interpretação das Escrituras Sagradas quanto à questão de salvação, regeneração e santificação. Algumas igrejas entendem que se formos observar rigorosamente tudo quanto a Bíblia prescreve, o céu vai ficar vazio, por isso, não precisamos levar tudo ao “pé da letra”; outras entendem que para entrar no céu, basta observar rigorosamente alguns mandamentos do decálogo, mesmo que estes não tenham nenhuma correlação com os dois “grandes mandamentos”, ditos por Jesus; outra igrejas entendem que, nada além da frequência regular nos cultos e, claro a contribuição financeira, é tão imprescindível para adentrar aos Céus. Enfim, mudou-se o nome da religião, mas a essência permanece a mesma.

Jesus não estava condenando a religião, mas repudiando o comportamento dos religiosos. Na verdade, o que Jesus queria lhes dizer era que, o Messias que eles tanto aguardavam, já estava no meio deles e, o mais difícil de aceitarem, era que o Messias tinha vindo para todos os povos e não somente para os judeus e, muito menos, com exclusividade para os fariseus.

“Quem reverencia tradições humanas acima da Palavra de Deus acaba perdendo o poder dessa Palavra em sua vida. Por mais devoto que pareça ser, seu coração está longe de Deus.” (W.W.Wiersbe)

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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