Deus preza mais a nossa obediência do que os sacrifícios

I Samuel 15: 22
Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.”

No meu tempo de menino, sempre ouvia dizer que as mães enxergavam através dos montes, isto é, mesmo que os filhos estivessem longe da sua presença física, as mães sabiam exatamente o que eles estavam fazendo. Se a minha enxergava de fato, é uma incógnita até o dia de hoje, mas, todas as vezes que eu aprontava alguma coisa fora de casa, a notícia chegava antes de mim. Todos os conselhos que ela me deu e que foram ignorados, resultaram em dissabores. É muito fácil tomar decisões quando se conhece a história de detrás para frente, mas quando o desconhecido está posicionado a nossa frente, qualquer decisão deve ser tomada segundo o querer do ÚNICO que escreveu a história de cada um de nós.

Embora, temos o costume de dar as interpretações aos termos, de acordo com o que nos convém, a palavra “rebeldia” é muito abrangente na sua conotação. Ela não significa apenas opor-se de forma enérgica contra algo ou alguém, o simples fato de não obedecer a uma simples ordem, preceito ou orientação é uma forma de rebelião. A insubordinação é uma forma “branda” de manifestar a rebeldia. Desta forma, todas as vezes que desprezamos deliberadamente as orientações do nosso Deus, estamos sendo rebeldes, e, no versículo seguinte deste capítulo de I Samuel, o Senhor nos diz que a rebeldia é pecado. Assim, rebelde é todo aquele que não se submete, não acata ordem ou disciplina; insubordinado. O rebelde não obedece; é teimoso, obstinado e indisciplinado.

Outro dia li algo que me chamou a atenção, não por que seja alguma novidade, mas pelo fato da época em que foi dita. O grande pregador do evangelho que viveu em décadas passadas (não muito distante), o Pastor David Wilkerson, declarou que os evangélicos, daquele tempo, precisavam ser evangelizados, isso foi nos anos de 1950, 1960 e 1970. Deste tempo para cá a situação dos evangélicos está, cada vez mais, se deteriorando. Sem a intenção de generalizar, por que sei que existem muitos remanescentes, mas o que vemos nas igrejas são um bando de religiosos afoitos por discursos motivacionais e um tratamento para o pecado a base de “panos quentes”.

Mas porque os evangélicos precisam ser evangelizados? Pelo simples fato de que muitas igrejas estão se institucionalizando e, com isso, estão se afastando cada vez mais da principal mensagem do evangelho de Cristo. O evangelho que se prega hoje, nestas igrejas, não tem nenhum resquício de cruz; não faz nenhuma menção de renúncias; e, não ensina ninguém a ser discípulo de Cristo. Muitos evangélicos estão assegurados da salvação sem terem participado da cruz de Cristo, sem terem experimentado um novo nascimento e sem estarem vivendo a novidade de vida.

O ‘IDE e FAZEI DISCÍPULOS” foi substituído pelo “FAÇA SEGUIDORES” não de Cristo, apenas da instituição.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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