Os exorcistas de Éfeso confundiam o nome de Jesus com fórmulas mágicas.

Atos 19: 13-16
E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno e assenhoreando-se de dois, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.”

Um crente verdadeiro não pode ser identificado pela sua rigorosa frequência nos cultos. Não são os trajes decentes que fazem distinção entre o crente e o ímpio. Jesus declarou que a forma mais convincente de atestar nossa condição de discípulos, servos e seguidores Seus, é o amor fraternal, lembrando que o termo fraterno, aqui, se aplica a todos os seres humanos e não apenas a membros de uma mesma família. O crente verdadeiro sabe perfeitamente o que Seu mestre espera dele e, se esforça para realizar tudo quanto o Seu Senhor ordena na Sagrada Escritura.

Os “poderes” divinos outorgados aos crentes para auxiliar no trabalho de evangelismo, não são concedidos a revelia. Não basta ser membro de uma determinada igreja e “CABUM!”, agora estou poderoso. Não é bem assim. O poder que vem do alto só repousa sobre quem está criteriosamente dentro do padrão estabelecido por Deus.

Lembro-me de uma pessoa que a findar o curso de teologia, julgou-se capacitado para encarar o diabo com a cara e a coragem. Apesar de nunca ter conversado pessoalmente com esta pessoa, soube que a sua segurança estava posta no vasto conhecimento bíblico que tinha adquirido. Talvez, ele tenha pensado que iria lidar com o diabo da mesma maneira que nosso Senhor Jesus. Um belo dia, ele deparou-se com a oportunidade de exorcizar um endemoniado. Acho que nem preciso dizer o que lhe aconteceu. Tomou uma surra do endemoniado que acho que ele até desistiu de ser crente.

Muitos jargões gospels estão fazendo muito “crente” cair do cavalo – “vai nessa sua força!”; “o Senhor é contigo!”; “o Senhor lutará por ti!”; “o Senhor te erguerá e exaltará!”; enfim, muitos outros que apontam para um Deus subserviente, pronto a atender todos os pedidos dos “crentes”, sem hesitação. As pessoas estão sendo iludidas na forma como se relacionar com Deus, foram convencidas de que é Deus quem anda atrás delas implorando para abençoa-las, em outras palavras, estão convencidas de que Deus precisa desesperadamente delas. Desta forma, estes crentes estão conduzindo a obra do Senhor displicentemente, desprezando o auxílio e conselhos do Senhor no exercício de todas as tarefas, da mais simples a mais complexa.

Não podemos confundir dons ou habilidades naturais com poder divino vindo do alto. Não é um discurso bem elaborado e de uma invejosa eloquência que vai assustar o diabo. Não são os nossos trajes no mais alto padrão de decência que fazem o diabo fugir de nós. O diabo não tem medo de títulos; não tem medo de certificados; não tem medo gritos de glórias e aleluias; não tem medo de quem carrega Bíblia, enfim, o que o diabo teme e foge é de crente, verdadeiro crente, revestido do poder de Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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