A vigilância escatológica é ensinada pelo apóstolo Paulo.

I Tessalonicenses 5: 6 e 10
Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios … … que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.”

A falta de entendimento da Escritura Sagrada, no sentido de aceitar tudo o que ela diz como verdade absoluta e praticar tudo o que ela exige de maneira coerente, tem sido uma armadilha letal para muitos cristãos. Embora, Deus não anule e nem invalide nosso intelecto para a compreensão da Sua Palavra, ela jamais poderá ser esclarecida à luz apenas da intectualidade. A Bíblia não pode ser “desvendada” ou interpretada somente pela sabedoria humana. Aliás, pelo estrito conhecimento humano, não se alcança nenhuma interpretação divina do que a Bíblia, como Palavra de Deus, tem a nos transmitir.

Estar vigilante é uma condição que o crente deve viver perseverantemente e, não somente lançar mão desta condição em situações que revelem um perigo real e imediato. Somos instados, do Gênesis ao Apocalipse, a viver de maneira sóbria, tendo uma conduta cristã louvável, vigiando e velando persistentemente para não sermos surpreendidos no dia do arrebatamento.

Não há nada mais desastroso do que tentarmos realizar uma tarefa sobre um assunto do qual não temos domínio. Falar do que não se conhece é inconcebível e, torna-se ainda mais catastrófico quando se quer ensinar aquilo que não se conhece e, muito menos, se pratica.

É triste quando verificamos que uma boa parte dos crentes da atualidade não sabem nada sobre a salvação em Cristo Jesus. Não estou dizendo que precisamos saber todo o processo para sermos salvos, mas é imprescindível que conheçamos todo o processo da salvação para nos mantermos salvos. Se acontecesse conosco tal qual o ladrão na cruz – GLÓRIAS a DEUS! – estaríamos livres de muitos problemas, contudo, como não foi assim, devemos, então ter conhecimento e entendimento de como devemos nos proceder até chegar no Céu.

Quando Jesus nos salvou, Ele nos tirou de profundas trevas e nos trouxe para a Sua maravilhosa luz. Nos limpou de todas as imundícias do pecado, deixando-nos alvos com a branca neve, purificando-nos de toda impureza e torpeza que manchavam nossa personalidade e caráter. Jesus nos justificou diante de Deus, assumindo para Si dívidas que eram nossas, reatando o relacionamento que tinha sido quebrado no Edém. Fomos regenerados – nascidos de novo – no ato da salvação e, num processo contínuo de regeneração (santificação), o Espírito Santo tem sido nosso auxílio para o concluirmos e, assim, entrarmos para as bodas do Cordeiro. Em suma, a conclusão é: somos diferentes, não somos melhores, mas apenas, diferentes.

Ora, é exatamente por causa desta diferença que Paulo está chamando a atenção dos crentes. Se como salvos em Cristo Jesus e tendo passado por todo aquele processo, devemos, então, viver como um legítimo crente. E, como legítimos crentes, devemos estar vigilantes para não incorrermos em erros banais que, presumidamente, nos excluirão da presença de Deus.

O dormir a que Paulo se refere, não é o repouso para restauração física, mas, num aspecto espiritual, fala dos que estão vivendo de forma indiferente quanto a volta de Jesus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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