Era prática no período do Antigo Testamento orar três vezes ao dia.

Salmo 55: 17
De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e Ele ouvirá a minha voz.”

A ideia básica da palavra oração no hebraico é a intercessão, e no grego é o voto, mas essa etimologia não é mais o determinante de seu significado. As duas palavras podem ser usadas de forma abrangente para qualquer tipo de solicitação, intercessão ou ação de graças. A oração é descrita como o ato de “invocar o nome do Senhor” desde os dias de Sete até a época em que o “Senhor” se revelou como o Salvador, Jesus Cristo. Os cristãos identificam-se com aqueles que invocam seu nome.

A oração consiste em manter uma comunhão com Deus. Quer isto dizer que Deus existe pessoalmente, que pode e quer ouvir-nos, que criou o universo, que preserva e governa todas as suas criaturas e dirige as ações delas. Deus não se escraviza às leis que decreta; pode produzir resultados suspendendo as leis da natureza ou operando por meio delas, tão facilmente como o homem, porque ele é Deus; pode dirigir os corações e as mentes dos homens mais eficientemente do que nós somos capazes de fazer. Deus preordenou, tanto a oração como a sua resposta. Deus tem um plano traçado desde o princípio, que ele executa, tanto no modo em que estabeleceu o universo e nas leis que o governam, como também pela sua constante presença no universo mantendo-o e dirigindo-o.

A oração é instintiva no homem, que em suas crises chama por Deus. ELE exige que o homem ore; porém, para ter direito a este privilégio, é preciso que esteja em legítimas relações com ele. A oração que ele aceita, é a que lhe dirigem os retos. A oração dos ímpios Lhe é abominável – “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. Somente aqueles cujos pecados são perdoados, têm o privilégio de se aproximar de Deus em oração. Todos quantos se revelam contra a autoridade divina não lhe são aceitos sem antes renunciarem a seus pecados e receberem o seu perdão. A oração é a comunhão dos filhos de Deus com o seu Pai que está nos céus, e consiste em adoração, ação de graças, confissão de pecados e petições – “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”.

Devemos orar em nome de Jesus Cristo, porque a nossa condição de pecadores não permite que nos aproximemos de Deus em nosso próprio nome; devemos reconhecer que não temos merecimentos inerentes à nossa natureza para irmos à Sua presença, e que somente em nome de Jesus Cristo, aquele que nos lavou dos nossos pecados em seu sangue que nos fez sacerdotes para com Deus, isso é possível.

A oração do crente não é um discurso previamente elaborado e eloquente com o intuito de encantar Deus, mas uma simples e sincera conversa ao “pé do ouvido”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe
– Doutrina Cristã da Oração – José Joaquim Gonçalves de Faria

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