Executando com sabedoria o projeto de Deus.

Êxodo 36: 1-3
Assim, trabalharam Bezalel, e Aoliabe, e todo homem sábio de coração a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saberem como haviam de fazer toda obra para o serviço do santuário, conforme tudo o que o SENHOR tinha ordenado. Porque Moisés chamara a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem sábio de coração em cujo coração o SENHOR tinha dado sabedoria, isto é, a todo aquele a quem o seu coração movera que se chegasse à obra para fazê-la. Tomaram, pois, de diante de Moisés toda oferta alçada que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e, ainda, eles lhe traziam cada manhã oferta voluntária.”

Moisés, ao fim dos quarenta “intermináveis” dias que esteve no monte, voltou, e a presença dele encheu o povo de alegria. Moisés falou-lhes do cuidado que Deus continuava a ter para com eles e informou-os do que Ele havia ordenado, no que se refere à maneira como deviam agir para viver em perfeita felicidade, que construíssem um tabernáculo, ao qual Ele desceria algumas vezes. Eles deveriam levá-lo consigo, a fim de não serem mais obrigados a consultar a Deus no monte Sinai, porque quando Ele estivesse no Tabernáculo receberia ali os votos do povo e ali lhes escutaria as orações. Moisés ensinou-os, segundo o que o próprio Deus lhe havia manifestado, como Ele queria que se construísse o Tabernáculo, que era como um Templo portátil, e exortou-os a não perderem tempo em construí-lo. O Tabernáculo era o lugar onde o Senhor habitava e se encontrava com seu povo depois do êxodo do Egito, Ele posteriormente se tomou o protótipo dos templos judeus subsequentes.

Depois que todos assim contribuíram para o empreendimento, dando tudo o que podiam e, alguns mesmo mais do que podiam, Moisés, segundo a determinação que recebera de Deus, escolheu os homens mais capazes para trabalhar naquela obra . O povo demonstrou tanto ardor por essa obra e ofereceu com tanta alegria o seu trabalho e os seus bens que Moisés foi obrigado a publicar, por sugestão dos encarregados de executá-la e a som de trombeta, que nada mais era necessário oferecer, pois de nada mais se precisava.

No decorrer deste trimestre que está iniciando, nosso tema é “O Tabernáculo, símbolos da obra redentora de Cristo” (CPAD), ainda que o escritor aos Hebreus claramente ensina que o Tabernáculo fala tipologicamente de Cristo, entenda que é como símbolos da obra redentora de Cristo e não como símbolo do próprio Cristo. Sendo assim, muito próprio é identificar o Tabernáculo com a Igreja de Cristo, pois, ambos falam do lugar onde Deus “se encontra” com seu povo. Embora não signifique que seja um lugar exclusivo para esse “encontro”, tanto o Tabernáculo quanto a Igreja de Cristo, foram edificados para um fim específico – O de adorar o Deus que o edificou.

Vale ressaltar que a obra de Deus, somente prosperará por nossas mãos, se fizermos, assim como os trabalhadores no Tabernáculo, tudo como o Senhor já tem ordenado – “Conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra”.

Como bem escreveu a poetisa sacra, Frida Vingren, no hino 394 da Harpa Cristã – “Quem sua mão ao arado já pôs, constante precisa ser. O sol declina e, logo após vai escurecer. Avante, em Cristo pensando. Em oração vigiando, com gozo e amor trabalhando pra teu Senhor”. Continuemos, pois, a trabalhar pela obra do Senhor que é resgatar almas para o Seu Reino.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe
– História dos Hebreus – Flavio Josefo

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