A presença de Deus no Tabernáculo.

Levítico 26: 11-13
E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. E andarei no meio de vós e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar direitos

A posição central do Tabernáculo, no arraial, tinha como intuito, ensinar a todo israelita que o ponto em que estava o Tabernáculo, não era um ponto de partida, antes, era um ponto para onde todos deviam convergir. O Tabernáculo como centro de tudo, não era para apontar um caminho para o homem caminhar, ele era o lugar para onde o homem devia se encaminhar.

O Tabernáculo terrestre era o “ponto de encontro” que Deus estabelecera com o homem. Da parte de Deus, sua presença estava assegurada constantemente naquele lugar e, ao homem a responsabilidade que lhe pesava era a de ingressar no Tabernáculo com sinceras intenções no coração e cumprindo todos os requisitos exigidos.

Toda a ação de reconciliação entre Deus e o homem, sempre teve iniciativa em Deus. Deus não esperou que o homem se despertasse da sua tragédia (condição de pecador) e voltasse para Ele, pois nosso Senhor tinha e tem pleno conhecimento de que isso jamais aconteceria, então, na demonstração de Sua imensurável Graça e infinito Amor, Deus vem, desde o início de tudo, concedendo oportunidades ao homem de se reabilitar com Ele. Contudo, a prerrogativa que Deus estabeleceu como critério para essa reconciliação á colocada em forma de convite e não como uma imposição, em suma, os que anseiam por se reconciliarem com Deus, devem voluntariamente cumprir aquilo que Ele exige.

De todos os deuses criados pelo homem, qual deles, caso fosse possível, livremente escolheria habitar no meio de um povo ingrato e rebelde? Ou, será que tais deuses, se porventura possuíssem algum sentimento, seriam movidos a agirem dessa forma pelo mais sublime dos sentimentos – o amor? Com toda certeza a resposta é um sonoro NÃO! Pois, ainda que todos os deuses se fundissem em um só deus, não se assemelhariam ao nosso Deus, que é EXCELSO, PODEROSO, BENIGNO e MISERICORDIOSO.

O amor com que Deus amou a humanidade antes da fundação do mundo, é um sentimento inerente exclusivamente dEle. Nenhum outro deus (ainda que existisse algum) seria capaz de amar com a mesma intensidade com que Deus ama a humanidade. A atitude de Deus em relação nós é inexplicável, pois, qual seria o motivo para nos amar sendo que não havia nEle a necessidade de nós e, ainda assim, decidiu nos amar e nos propor um pacto que possibilitasse a reaproximação consigo?

Quando contemplamos o amor de Deus sobre nós e, mesmo que, vagamente, assimilamos tal sentimento, nossos olhos são abertos para o paradoxo que se nos apresenta – seres indignos sendo amados por um Deus Soberano. Foi diante desta inquestionável verdade que João escreveu: – “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fossemos chamados filhos de Deus.”  

Regozije-se nisso meu amado(a), e seja grato(a).

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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One thought on “A presença de Deus no Tabernáculo.

  • 20 de abril de 2019 em 22:33
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    Só agora li seu comentário.
    Gostei da forma como foi exposto.
    Parabéns!
    Glória a Deus!

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