Jesus é a Porta de acesso à presença de Deus.

João 10: 7-9
Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.”

Ainda que o texto de João 10 seja usado, em muitas mensagens, para anunciar a Jesus como a porta de entrada para o Céu, literalmente, o contexto é uma crítica veemente de Jesus sobre o comportamento dos líderes religiosos em relação a nação de Israel. O recado era extremamente claro – os líderes não se importavam nem um pouco com o rebanho, tudo girava em torno dos próprios interesses.

O acesso ao pátio do Tabernáculo tinha que ser feito pela única porta existente. Obrigatoriamente, todo aquele que intencionasse entrar no Tabernáculo tinha que fazer isso passando pela porta, independentemente se fosse um pecador ou se fosse o sacerdote. A porta não oferecia nenhuma resistência ao que intentava entrar.

Embora fosse o único acesso ao Tabernáculo, sem dúvidas, algumas pessoas entraram por aquela porta sem assimilarem o significado que todo o Tabernáculo representava. Muitas pessoas estão dentro das igrejas sem entenderem o que Cristo representa para elas. Jesus, por muitas pessoas, é visto como um guarda-vidas que salva alguém de um afogamento eminente, contudo, o que Ele fez por toda a humanidade é muito mais do que livrar da morte.

Ao se estabelecer como a “porta”, Jesus não queria que os homens o olhassem meramente como um recurso para mudar de ambiente. Jesus não quer que o entendimento que se tenha dEle, fique estacionado apenas na esfera da intelectualidade, Ele não quer ser conhecido teoricamente, antes, o significado da Sua condição como “porta”, é proporcionar aos que entram voluntariamente por Ele, estarem conscientes de que o ambiente ao qual estão ingressando exige que os seus ocupantes estejam na mesma condição do ambiente. A principal função de uma porta é fazer separação entre os diferentes ambientes, desta forma, Jesus, sendo a “porta” faz separação entre o que é santo e o que é profano, entre o que é imundo do que é santo e, entre o que se está perdido daquilo que foi reconquistado.

Anteriormente, eu disse que não haviam exigências para os que intentavam ingressar pela porta, exceto, o reconhecimento, por parte do interessado, de que a transposição por aquela porta era uma necessidade imprescindível. Falando com mais clareza e aplicando aos nossos dias, qualquer que deseja “usar” Jesus como a porta de acesso até Deus, deve fazer isso estando consciente de que seu ato está sendo feito por uma necessidade. Todo aquele que usa Jesus apenas para ingressar numa religião está fadado ao fracasso da fé.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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