Jesus uniu os povos diante de Deus.

Efésios 2: 13-18
Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.”

Naquilo que diz respeito à religião, havia, entre judeus e gentios no tempo de Jesus, uma linha divisória que delimitava a condição de cada um. Para os judeus, qualquer gentio estava terminantemente fora dos propósitos de Deus. Do ponto de vista judeu os gentios eram, sem exceção, reprovados e desprezados por Deus, por isso, no Templo de Jerusalém, havia um pátio especial destinado apenas para os gentios, neste pátio um muro foi erigido para impedir o acesso dos gentios ao Templo e, como se isso não fosse suficiente, inúmeros avisos estava afixados, alertando aos gentios de que a violação dos avisos, custar-lhes-ias a vida.

Ainda que o Templo de Jerusalém tenha sido totalmente destruído e, mesmo que Jesus tenha posto a parede da separação por terra, ainda permanece invisivelmente de pé em nossos dias, esta barreira que faz acepção de pessoas, doutrinas e denominações.

Qualquer crítica só tem valor quando aquele que critica está irrepreensível em seu comportamento, pois, do que serve uma crítica de alguém que está na mesma situação ou até mesmo pior de quem está sendo criticado? Digo isso, pelo fato de que quando ensinamos como os judeus religiosos do tempo de Jesus se comportavam em relação aos gentios, a primeira reação de quem ouve é de reprovação e, imediatamente, são tecidas ásperas críticas aos judeus. Pois, semelhantemente aos judeus que gostavam de atar fardos pesados aos ombros dos outros e se postavam à porta do templo impedindo que alguns entrassem, temos, hoje em dia, no nosso meio, alguns líderes religiosos que se comportam da mesma forma ou, em algumas vezes, pior do que os judeus.

Deus em nenhum momento da história fez acepção de pessoas – “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”, os israelitas é que não entenderam  com qual propósito Deus os escolheu e formou. A igreja, hoje, em alguns momentos, parece estar, também, equivocada quanto a missão que lhe foi confiada. Nossa missão é anunciar que Jesus Cristo salva, cura, liberta e que em breve virá para nos levar para o Céu. Não temos autoridade para definir quem pode e quem não pode ser salvo, isso é da economia exclusiva de Deus.

E, muito menos, podemos nos olhar como sendo melhores que os pecadores ainda não arrependidos, por que, assim como nós fomos alcançados pela graça de Deus e respondemos afirmativamente através da fé que nos foi conferida, ainda restam muitos que terão a mesma oportunidade.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e paz.

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