Apresentando-se a Deus, purificados.

Hebreus 10: 22
Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa

Não estou, com este artigo, fazendo um julgamento acerca do comportamento dos sacerdotes na antiga aliança, porém levando-se em conta os registros bíblicos a respeito da vida de alguns deles, bem como, por se tratar de seres humanos falhos e imperfeitos, com toda certeza alguns sacerdotes faziam acepção de pessoas e pouco se importavam com o “resultado final” que o sacrifício do ofertante proporcionaria. Sem dúvidas alguma, muitos deles exerciam seu ofício sacerdotal sem o mínimo sentimento de comiseração pela situação do pecador. Provavelmente, em muitos casos, o ofício sacerdotal era executado de forma mecânica e automática focando estritamente na liturgia excessivamente carregada de formalidades, não fazendo caso do ofertante com sua oferta.

Mesmo o mais “santo” dos homens (se é que existe algum) está passível de erro. E, quando digo erro, não me refiro a somente em pecados, aponto, também, atitudes que contrariam os preceitos bíblicos, dentre os quais, quero destacar o amor ao próximo. O amor ao próximo é o “combustível” que move uma pessoa a exercer o ofício sacerdotal. Independente se era na antiga aliança ou se é nos nossos dias, não agradaremos a Deus se exercemos nossas funções sem a devida dedicação, devoção e, principalmente, se não estivermos fazendo por amor. Não, somente, por amor ao que se esta realizando, mas, acima de tudo, amor por aqueles que estão sob nosso “cuidado”.

Sem a menor sombra de dúvidas, e, isso está retratado em todas as páginas da Bíblia Sagrada, qualquer pessoa, seja quem for, tem a necessidade de se preparar para estar diante de Deus. Deus não admite diante dEle alguém que não esteja em conformidade com as Suas exigências. Sendo assim, tanto os sacerdotes no passado, bem como, qualquer autoridade eclesiástica nos dias de hoje, devem ter uma vida irrepreensível diante de Deus, isso não quer dizer que não podem, em hipótese alguma, errarem, antes, aponta para um modo de vida que, apesar de conhecerem as próprias imperfeições, ainda assim, se esforçam para não darem motivos para serem censurados.

A santificação exigida por Deus a todos os que anseiam pelo Céu, que foi simbolizada pelo ato de se lavar na pia de cobre do Tabernáculo, não é algo que deva ser buscado apenas para a limpeza externa do corpo. A santificação, como Paulo bem escreveu aos crentes de Corinto, aponta para aqueles que foram lavados, santificados e justificados no nome de Jesus e pelo Espírito de Deus. A santificação aponta para aqueles que estão em Cristo; que são novas criaturas, pois crucificaram, com Jesus, as paixões da carne; se despiram do velho homem com sua roupagem rota e imprópria e, agora tudo é renovado. Contudo, se esse renovo não atingir a consciência, toda e qualquer confissão verbal, é mentirosa.

Ter a consciência purificada não é quando olhamos para as outras pessoas e as colocamos no mesmo nível (espiritual) que o nosso, mas, é quando temos a nítida consciência de que somos nós que estamos no mesmo nível que elas. Consciência purificada é quando entendemos que independentemente da função que ocupamos na obra de Deus, ainda assim, continuamos tão necessitados e dependentes de Deus quanto outrora.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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