Quem não cuida da família é pior que o infiel.

I Timóteo 5: 8
Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel

Ainda que Paulo tenha escrito essa orientação e admoestação aos crentes de seu tempo, pois naquele tempo não havia os recursos e serviços sociais que hoje estão a nossa disposição no que diz respeito ao amparo aos desfavorecidos economicamente, isso não nos exime da responsabilidade de prestar socorro ou amparar os que são de casa. A escala de valores da vida de um crente é sem nenhuma possibilidade de inversão: Deus – Família – Igreja.

O amor a Deus é o primeiro, único e insubstituível mandamento que deve ser observado por todo e qualquer ser humano, isso está impresso no espírito de cada ser. Mas quando somos salvos, esse mandamento passa ser a mola mestre de todo nosso ser, pois, quando não se ama a Deus, ficamos impossibilitados de exercer qualquer ato por mais simples que seja que beneficie o nosso próximo ou a nós mesmos. E o próximo, neste caso específico, podemos aplicar aos que estão ao nosso redor cotidianamente, ou seja, os de casa. Em suma, se não amamos a Deus, consequentemente não amaremos a nós mesmos e consecutivamente não amaremos o próximo.

Em segundo e imutável nível na escala de valores da vida crente se encontra a família. E, a mordomia desta sublime sociedade instituída por Deus tem que estar fundamentada nos dois grandes mandamentos: – “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Por estarmos tratando da mordomia da família, vamos aplicar o termo “próximo” (somente neste caso) de forma restrita aos de casa.

Amar ao próximo como a nós mesmos nos afirma de forma categórica que é impossível demonstrar algum sentimento de afeto pelos de casa sem que implicitamente esse amor esteja manifesto em nós mesmos, isto é, jamais poderemos externar algum sentimento que desconhecemos ou que não experimentamos em nós mesmos. Em suma, o que o mandamento diz é que ninguém pode amar o próximo sem que antes ame a si mesmo.

Como neste caso, estamos aplicando exclusivamente no trato aos de casa, é incompreensível e inadmissível que alguém se dedique tanto a “obra” de Deus e deixe sua casa desamparada. É inexplicável que alguém queira ganhar almas para o Reino de Deus enquanto que os da sua própria casa estão indo a passos largos para um caminho de perdição. Claro que não somos responsáveis pelas decisões que os de nossa casa tomam, quando estão aptos e em pleno exercício de suas faculdades mentais ou físicas, mas somos responsáveis para influenciá-los a demoverem-se de suas intenções e desejos. Isso é mordomia para com a família.

Não podemos ficar indiferentes quando os de casa, agindo por influência venéfica, tomam decisões ou se comportam de forma incoerente aos padrões bíblicos. Nosso prumo é a Palavra de Deus. É ela quem define se estamos ou não dentro do padrão estabelecido por Deus e, no que diz respeito ao zelo pelos de casa, é ela, exclusivamente ela, quem nos aferirá.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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