A igreja em casa.

Romanos 16: 5
Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acáia em Cristo

Embora o termo grego “ekklesia” se distingue no contexto em que está sendo usado, podendo ter o significado de qualquer tipo de reunião ou convocação, biblicamente ele define um grupo específico de pessoas que, reunidas ou não, são identificadas como sendo separadas para um propósito neste mundo. Deus separou Israel pra lhe ser um povo santo independente de onde e como estivessem e, fomos separados como igreja para o mesmo fim.

Evidentemente que uma igreja nos moldes da atualidade tem que existir, também, como organização e, embora isso seja necessário e imprescindível, de forma alguma a organização deve ser priorizada em detrimento ao organismo que ela representa. Como organização ela existe para que se cumpra as leis estabelecidas que rege cada país, porém, como organismo, a igreja deve exercer o papel que lhe foi atribuído para cumprir, que é o de formar cidadãos para o Céu.

Já há algum tempo, surgiu um grupo de pessoas que se auto denominaram “desigrejados”. Dizem não pertencer a nenhum seguimento religioso, porém, se consideram tão salvos quanto qualquer “igrejado” e, que optaram por se desvincularem das igrejas “dos homens”, pois, segundo o argumento deles, tais igrejas chegaram ao nível insuportável do culto profano. O texto de hoje, que se encontra na carta de Paulo aos Romanos, nem pelo mais mentecapto dos homens, pode servir de base para esse tipo de comportamento.

Desigrejado é um recente fenômeno conceitual de cunho religioso e “interpretação aberta”; melhor classificado como movimento ideológico – rasamente bíblico, equivocadamente histórico e como nova “logia da igreja” é sistematicamente contraditório. A proposta “desigrejada” apela ao comportamento de oposição de seus intérpretes e proponentes à eclesiologia congregacional e institucionalizada pelas denominações evangélicas; provocando uma nova tendência relacional entre alguns crentes quanto à igreja: a de tentarem praticar e viver a “fé e a vida discipular” fora do cristianismo. Termos como evangélico, protestante, tradicional, pentecostal, carismático e neopentecostal foram repugnados por esses retirantes. Na concepção dos “sem igreja”, foi necessário despojarem-se desses sistemas, concílios, dogmas, lideranças e responsabilidades de membresia local que caracterizam a igreja constituída para enfim, alcançarem o verdadeiro sentido de crer e viver como a eclésia de Cristo nesta terra. (Silvio Costa)

Os problemas que existem nas igrejas, existem desde sua fundação. Os problemas que enfrentamos nos dias de hoje, já foram encarados pelos santos no passado – encarados e superados, a diferença, se é que existe, reside tão somente na intensidade dos problemas que cada igreja em suas distintas épocas enfrentou.

Ora! Bem sabemos que somos templo do Espírito Santo e, diante disto, quando nos referimos a “igreja” não apontamos para o edifício onde nos reunimos, estamos falando da reunião de todos os “templos” do Espírito Santo e, isso pode ocorrer em um edifício que denominamos igreja ou, em ocasiões específicas, pode ser em nossos lares.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Desigrejados. A nova moda entre os crentes deste século perturbado! – Silvio Costa

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