Pregando a tempo e fora de tempo.

II Timóteo 4:2
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”.

Quando insisto na necessidade que temos de frequentar regularmente a igreja, muitos entendem que estou insinuando que frequentar igreja é um meio para salvação. Sei e ensino que ser um mero frequentador de igreja, ainda que seja o mais assíduo, não proporciona salvação a ninguém, mas uma coisa é irrefutável, ser um frequentador assíduo dos cultos é um grande auxílio para mantermo-nos salvos. Muitos são facilmente ludibriados pela falsa sensação de dever cumprido quando se tornam meros frequentadores de igreja e, diga-se de passagem, frequentadores no Domingo a noite apenas. Quando falo destes frequentadores, aponto para os que têm oportunidade de participar dos cultos no meio da semana e deliberadamente não o fazem, pois, sabemos que tem irmãos que por motivos justos ficam impedidos de prestarem seu culto junto com a igreja.

Ainda que seja uma carta pastoral e que tenha um destinatário específico, a carta que Paulo escreveu ao jovem Timóteo, sendo parte integrante da inerrante Palavra de Deus, é própria para nós e deve nos influenciar assim como influenciou Timóteo.

Paulo aponta para cinco práticas que todo crente deve exercer rotineiramente – pregar, insistir, redarguir, repreender e exortar. Para essas práticas o crente não deve esperar uma oportunidade de ouro para exercê-las, pelo contrário, neste caso quem faz as oportunidades é o próprio crente. Tudo que “temos” e que, indiscutivelmente, foi entregue por Deus, inclusive o nosso tempo, deve ser administrado com extrema cautela e sabedoria. Como escrevi anteriormente, não estou “pregando” que, como crentes, não podemos ter uma hora de lazer e diversão, o que reafirmo é que mesmo nestes momentos o nome do nosso Deus deve ser exaltado.

Para os que não estão administrando o “seu tempo” com sabedoria, o Senhor adverte – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. O que o Senhor está dizendo é que para tudo o que Ele criou, Ele determinou um tempo específico para que as coisas aconteçam num processo natural e imutável com o fim de proporcionar um resultado satisfatório.

As arvores, os animais, bem como os corpos celestes seguem um “cronograma” traçado por Deus no que diz respeito à suas atividades rotineiras. Quanto ao homem, este foi o único ser criado por Deus que “fugiu” do “cronograma” estabelecido por Ele, julgando com isso, ser o dono do próprio “nariz” e, assim, administrar seu tempo como lhe convier. Em vista disto, somos exortados que tudo que é feito com excesso é fustigante e venéfico e não produz o efeito esperado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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