O homem nasceu para o trabalho.

Jó 5: 6-7
Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar”.

No que diz respeito às questões espirituais, não podemos sustentar qualquer argumentação, se esta não estiver fundamentada na Escritura Sagrada. A Bíblia não é um livro de regras, ela é um livro de princípios, embora encontremos nela muitas orientações quanto à conduta do homem, ela não tem por fim, ensinar o homem como deve andar, mas despertar nele o senso moral e fazer com que entenda a razão pela qual deve conduzir sua vida. Em suma, a Bíblia não tem por finalidade ensinar o homem o “como” deve ser feito, mas o “por que” deve ser feito.

O trabalhar honestamente enobrece o homem e, isso não é conclusão da filosofia humana, isso é um princípio bíblico – “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para lavrá-lo e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente”. Vemos, então, pelo texto bíblico, que Deus “contratou” Adão para um trabalho honesto, e enquanto este fosse fiel e sincero para com Deus, poderia desfrutar livremente de todas as novidades do jardim.

Por “trabalho” encontramos o seguinte conceito: “conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim”; ora, então diante disto, ninguém precisa ser crente para entender que o trabalho é uma necessidade inerente do ser humano. Ninguém em sã consciência e estando possibilitado e em condições físicas e psíquicas de exercer alguma atividade, pode almejar alguma coisa não querendo trabalhar. O princípio bíblico da semeadura é muito próprio para esse assunto, pois, parte do princípio que a semeadura é um trabalho. E como alguém pode colher alguma coisa se não teve coragem ou disposição para semear nada?

“Conjunto de atividades” aponta para o seguinte: alguns trabalharão fazendo uso da força física, enquanto que outros utilizarão o intelecto. E, como é desde princípio de todas as coisas, os que usam o intelecto transpirarão menos que os que usam a força física, contudo, isso não é motivo para serem vistos como opressores, estes, apenas souberam aproveitar as oportunidades que se lhes apresentaram na vida.

Até nesta questão de mordomia do trabalho, a passagem dos talentos se enquadra, pois, se Deus dá a cada uma conforme a capacidade que se tem, então, nada mais é insensato e inadmissível do que, quem nunca se preocupou em se capacitar profissionalmente esperar que Deus lhe abra uma porta de emprego que exija um alto grau de instrução. Foi-se o tempo em que pegavam as pessoas a “laço” para exercerem algumas atividades, agora, até aquelas atividades que eram rejeitadas, pois eram vistas como “desonrosas”, exigem certo nível de conhecimento dos “pretendentes”.

Jesus não chamou para segui-Lo pessoas que estavam ociosas, pelos relatos bíblicos, eles estavam exercendo alguma atividade, ou seja, estavam TRABALHANDO.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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