A ilusão das riquezas.

Apocalipse 3: 17
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”.

A Bíblia está repleta de advertências sobre o cuidado que temos que ter ao lidar com o dinheiro, este, se não for bem “dominado” tem o grande poder de dominar e arruinar a vida de qualquer pessoa. O dinheiro foi inventado para facilitar a vida das pessoas em quase todos os sentidos – é o meio usado na troca de bens, é o meio usado na compra de bens, serviços e força de trabalho. Sem dúvidas, o dinheiro, hoje, ocupa um papel na sociedade que não deveria, todavia, muitas pessoas o tem empossado como senhor em suas vidas. O intuito do artigo não é demonizar o dinheiro e nem dizer que é desnecessário, antes, temos como objetivo assegurar que o “escravo” na relação homem/ dinheiro, é o dinheiro.

O propósito de Deus ao nos conceder sermos administradores de, em alguns casos, muito dinheiro, é o de entendermos que não importa a quantidade de dinheiro que passe por nossas mãos nesta vida, ele (o dinheiro) por muito que seja não é comparado ao que estamos por receber na vida porvir. Sempre ouvimos isso e nunca é demais repetir – o valor de uma pessoa não está naquilo que tem, mas naquilo que ela é. O dinheiro, ainda que seja de extrema importância, ele não é a verdadeira riqueza que devemos perseguir com ânsia.

O grande problema que a igreja de Laodicéia enfrentava não era, implicitamente, sobre as questões financeiras. O problema não estava na má administração do dinheiro. O Senhor não estava acusando a igreja de estar com os cofres cheios de dinheiro enquanto a membresia padecia necessidades, porém, a acusação era mais grave – Jesus acusava a igreja de estar valorizando o que era inútil e desprezando o que era importante e urgente. O problema é que a igreja de Laodicéia tinha assimilado o mesmo sentimento e comportamento da sociedade “laodiceiense”(se não existe esse termo, acabei de inventar). O povo estava envaidecido pela posição, condição e situação da cidade e, ainda que, alguns tivessem uma vida miserável, o simples fato de serem habitantes de Laodicéia era motivo mais que suficiente para se orgulharem.

Não encontramos na Bíblia, nenhum versículo que proíba as pessoas de buscarem para si melhores condições financeiras, o que encontramos são advertências sobre a má administração destes recursos, e, por administração dos recursos financeiros, devemos entender que a Bíblia não aponta apenas para a questão de como gastá-lo, antes, o Senhor pela Sua Palavra, nos adverte sobre a influência que os recursos financeiros exercem sobre nós.

Não se torne um escravo do dinheiro. Não é o servo que governa a vida do seu senhor.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Riquezas – Vincent Cheung

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One thought on “A ilusão das riquezas.

  • 4 de setembro de 2019 em 08:47
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    Muito bom gostei, é muito importante entender que o dinheiro não pode ser o centro de nossa atenção

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