Deus tem misericórdia do ímpio.

Ezequiel 33: 11
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?”

É impressionante como a mente de uma pessoa que não teme a Deus está sempre voltada para pensamentos e comportamentos egoístas. Pior do que isso, é encontrar comportamento semelhante a este dentro do cristianismo e, os que assim se comportam, pasmem, encontram na Bíblia textos descontextualizados para se justificarem. Sim! Segundo o entendimento dos hipócritas e “fariseus”, a mesma Bíblia que manda amar o próximo, também manda não se ajuntar com os ímpios, então não há outro entendimento de que a Bíblia manda amar somente os que são pessoas boas e honestas e, o ímpio, no entendimento do crente “fariseu”, certamente não se encaixa nessas características.

Os ensinos deste trimestre estão, de certa forma, sendo imprescindíveis para o despertamento de muitos crentes que se julgavam irrepreensíveis diante de Deus. Muitas atitudes que pensávamos estarem coerentes com a Palavra de Deus precisavam e foram aprimoradas com os ensinos deste trimestre e, para não ser diferente, essa lição, que fala sobre a mordomia das obras de misericórdia, veio para revelar em nós que, o que temos praticado como obra de misericórdia precisa ser “remodelado”. Nesse aspecto, precisamos descer à casa do Oleiro e submeter-nos à Sua inteira vontade de fazer em nós e por nós aquilo que lhe aprouver.

O que o Espírito Santo quer nos ensinar é que a mordomia com as obras de misericórdia não significa contabilizar somente “o que temos feito” em nosso cotidiano a favor do próximo, sem deixar isso de lado, devemos associar ao “o que temos feito” o “a quem temos feito”. Pois, o mais importante numa obra de misericórdia não é estritamente o que estamos fazendo, mas também a quem estamos fazendo. A Bíblia é muito clara neste assunto – “E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos”.

Obras de misericórdia não apontam exclusivamente para a questão financeira, pois nem sempre é de dinheiro que as pessoas estão precisando. Muitas das vezes as pessoas estão famintas mas não de alimentos para o estomago, mas necessitam de alimentar a alma e o espirito; inúmeras vezes encontramos muitas pessoas sedentas, mas o que elas esperam receber de nós não é um copo com água, mas é alguma palavra ou atitude que possa saciar a sede da alma.

O dinheiro, embora seja o combustível deste mundo, nem sempre é o solucionador dos problemas das pessoas. Existem muitas pessoas que precisam e querem receber apenas um abraço ou, no mínimo, um minuto de atenção. A demonstração de afeto é, também, obra de misericórdia. PENSE NISTO!

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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