Os homens “gemem” nas cidades.

Jó 24: 12
Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura

Estamos vivendo um paradoxo. Inventam-se e vendem-se tanta tecnologia com a suposta finalidade de oferecer ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Asseveram que os muitos serviços oferecidos são para “facilitar” o dia-a-dia das pessoas. No entanto, o que estamos vendo é que as pessoas a cada dia que passa, estão cada vez mais nervosas, impacientes, intolerantes e doentes. E, diga-se que, as doenças destes últimos tempos, estão todas relacionadas às faculdades mentais. O homem dos últimos dias está cada vez mais inteligente, no entanto, cada vez menos sábio.

Os grandes centros urbanos são a maior utopia na vida de uma pessoa. O homem do interior olha para a cidade grande como um escape de uma vida sofrida, por causa da labuta diária, e como um progresso que deva ser alcançado sob qualquer esforço. E quando uma pessoa sai do interior para uma cidade grande, ela começa a viver seu paradoxo.
Ainda que numa cidade estruturada tenhamos todos os serviços de saneamento básico funcionando, nem por isso, estamos desobrigados com a nossa mordomia com a Terra. O cuidado com a Terra é um dever de todo ser humano, cada um de nós será responsabilizado pelo que NÃO TEMOS FEITO EM FAVOR DO PLANETA.

Embora contextualmente o versículo pareça não se encaixar no assunto da semana, o versículo, neste caso, aponta para a situação que o homem moderno está vivendo nas cidades em virtude da depredação do planeta. Com o esgotamento dos recursos hídricos, a grande maioria das cidades entrará em colapso. Imagine uma cidade sem água e sem energia elétrica. O ser humano tem por hábito buscar um recurso alternativo somente quando a fonte que usa se esgota. Isto é um terrível defeito que temos – sempre imaginamos que determinado recurso nunca faltará. Temos o péssimo defeito de usar os recursos da Terra de maneira indisciplinada não levando em conta que até o planeta precisa de um tempo hábil para recuperar e recompor os recursos naturais.

Cada um se fartará do fruto da sua boca, e da obra das suas mãos o homem receberá a recompensa

Num sentido que deve ser amplamente compreendido, Salomão quer nos fazer entender que “obra das suas mãos” aponta para tudo quanto o homem realiza de bom ou de ruim; e, a administração de todos os recursos naturais que o Senhor Deus criou para atender às necessidades do ser humano, está implicitamente inserida neste contexto. Devemos estar cientes de que prestaremos conta de tudo quanto estamos fazendo na obra que Deus criou. Embora a nossa parcela de contribuição seja infinitamente insignificante, mesmo assim devemos cooperar com a preservação do planeta Terra.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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