O servo fiel não é espancador.

I Timóteo 3: 3
“… Não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento”.

Claro e evidente que o termo “espancador” não deve ser interpretado no seu sentido literal. Embora haja alguns irmãos no meio da igreja em que a vontade é dar umas “bofetadas”, contudo, não é sobre isso que Paulo está exortando a Timóteo – NÃO ESTAMOS FALANDO DE AGRESSÃO FÍSICA. O “espancador”, aqui, aponta para aqueles que, de posse de vasto conhecimento teológico, usam-no para subjugar a igreja de modo que esta pratique tudo aquilo que mandam. Uma das formas de “espancar” a igreja é criticar todo e qualquer trabalho que se realiza, Da boca do “espancador” a igreja nunca ouve um elogio, só reprimendas e criticas.

Chegamos ao fim do trimestre e, sem dúvida alguma, este foi um divisor de águas para muitos de nós. Muitos conceitos que tínhamos formado em virtude do que nos ensinaram no passado foram remodelados e, em alguns casos, radicalmente, extirpados para que uma nova mentalidade pudesse ser implantada – “Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior”. A mordomia cristã, em todos os seus aspectos, vai muito além do que simplesmente “guardar o que temos”, ela expressa uma vida que está voltada em administrar tudo, sem exceção alguma, tudo mesmo, o que Deus nos tem concedido graciosamente.

Estou convicto de que muitos de nós, quando ouvir do Senhor o “Dá-me conta de tua mordomia”, sem embaraço algum apresentaremos humildemente o fruto de uma vida voltada inteiramente em obedecer à voz do Pai Celeste. Como bem expressa o poeta sacro: ”Passarinhos, belas flores querem me encantar, são vãos terrestres esplendores, mas contemplo o meu lar”. E, uma verdade está expressa nestes versos – não são apenas as dificuldades ou problemas que nos induzem ao desânimo e desesperança, as coisas “boas” desta vida também tentam nos seduzir, distraindo-nos do nosso principal objetivo. Nenhum de nós escolheu ou ambicionou ser mordomo do Rei, foi dEle a iniciativa e, se fomos nomeados para tão honroso cargo, façamos tudo para honrar Aquele que nos deus essa honra.

O apelo que o Espírito Santo faz a igreja desta última hora, é que os crentes no exercício de suas mordomias estejam agindo com firmeza de caráter, mas não é o caráter inato do ser humano e, sim o caráter cristão. Todos os recursos, dos quais dependemos para o exercício da nossa mordomia, não os encontraremos em nossa própria natureza. Somente exerceremos nossa mordomia com fidelidade Àquele que nos alistou, se usarmos os recursos que se encontram somente na natureza de Jesus Cristo.

Nada do que está comigo é meu de fato. Todas as coisas estão provisoriamente comigo para que em todo o tempo em que eu fizer uso delas, o nome do Senhor venha a ser glorificado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Tu, porém, A mensagem de II Timóteo – John R. W. Stott

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