Deus abençoa homens e mulheres imperfeitos.

Gênesis 18: 12
 “Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?”.

Paulo escrevendo aos crentes de Corinto ensinou que o agir de Deus não depende de raciocínio lógico, estratagema ou múltiplos cálculos para ser concretizado. A maneira como Deus age, na maioria das vezes, é para confundir o homem e tem como principal objetivo demonstrar que não existe deus acima dEle. Não! Não há deus como o nosso Deus, não nenhum outro que esteja acima dEle e que possa realizar as coisas que Ele realiza – “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”.

Analisado estritamente do ponto de vista humano, a promessa de Deus a Abraão e Sara era algo impossível de se concretizar, além da avançada idade de ambos, Sara era estéril e, falando num contexto de perfeição, podemos afirmar sem hesitação que era um casal “defeituoso”. O riso de Sara foi uma atitude completamente normal diante das circunstancias que viviam – ora, as atividades fisiológicas, tanto de Sara quanto de Abraão, eram contrárias ao que eles desejavam mesmo diante da promessa de Deus e, dentro do limitado entendimento humano eles não conseguiriam gerar tantos “filhos” quanto Deus havia prometido – “E disse o Senhor: Ocultarei Eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?”

Assim como Sara, Ana enfrentou situação idêntica, porém, em Ana nós identificamos um comportamento diferente, pois ela não se contentou em, sendo a mulher, de fato, de Elcana, não poder ter em seu regaço um filho gerado em si mesma. Os filhos de Penina ainda que, legalmente, fossem declarados como seus não tinham sido gerados nela e, essa situação a incomodava.

Não se deve fazer uma comparação nas questões acerca da espiritualidade de Sara e Ana, esta era crente enquanto que aquela estava tendo suas primeiras experiências com o Deus Todo Poderoso. Ana, por sua fé, fundamentada, talvez, pelos ensinos de seus antepassados, comportava-se de forma submissa à vontade do Javé-Jireh. Entendendo que todas as coisas para se efetuarem, dependem da expressa vontade de dEle. Em contrapartida, Sara teve que, por si mesma, conhecer a Deus, por isso, o seu comportamento diante de tal promessa, não poderia resultar em outra reação senão a de duvidar.

Há algo de extraordinário em todo o agir de Deus e, muitas das vezes, nós ficamos a perguntar a razão do Senhor dar uma “complicadinha”. Sem dúvida alguma haviam outros casais mais saudáveis e casamentos mais perfeitos naquele tempo, através dos quais, provavelmente, o transcurso da historia se daria sem maiores transtornos, contudo, o objetivo do nosso Deus não é o de realizar a sua obra apressadamente, mas o de ter o Seu nome exaltado em todo o momento.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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