Sempre há bênçãos para quem vai à Casa de Deus.

I Samuel 1:3
 “Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao Senhor dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli”.

Alguém há muito tempo atrás, disse que em toda a história não se percebe outra coisa que não seja o manifestar do poder de Deus. E por manifestação de poder, não entenda como se Deus estivesse furioso com os homens e está distribuindo rajadas de raios para fulminar com a raça humana, não é isso. Por manifestação de poder, neste caso, devemos entender como Deus “trabalhando” de maneira que seus propósitos sejam alcançados e, para que isso seja alcançado, muitas das vezes, o caminho a ser percorrido é tortuoso e, aparentemente, intransponível.

Sem a menor sombra de duvidas a distancia mais curta entre dois pontos é um reta e, sem sombra de duvidas, creio que é exatamente assim que o Senhor determinou os acontecimentos que chamamos de história, entretanto, nosso Deus nos concedeu a liberdade de tomar decisões. Decisões essas que influenciam o transcurso da história e, embora, nossas decisões influenciem o transcurso da história, elas não anulam ou modificam os propósitos de Deus para toda a história. Notadamente todos os que buscam andar em retidão diante de Deus, alcançam seus objetivos com maior rapidez, ainda que surjam intercorrências e percalços.

É difícil afirmar como Ana se sentia. Por mais que escrevamos tudo o que supostamente ela sentia, ainda assim, não definiremos com exatidão o estado de sua alma, ela tinha todos os motivos para ser uma mulher extremamente deprimida. O fato de não poder gerar filhos era para a sua época e cultura, uma situação totalmente embaraçosa e vergonhosa, tanto para ela quanto para seu marido. O não poder gerar filhos era, naquele tempo, tido como um castigo de Deus. Quem não gerava filhos, naquele tempo, era visto pelos “religiosos” como alguém que não era abençoado por Deus. Diante das circunstancias, se Ana optasse por viver reclusa em sua própria casa, seria um comportamento plenamente aceitável, afinal de contas, alguém com uma história como essa, nada mais lhe interessaria na vida.

Embora fosse a protagonista de uma história cujo desfecho apontava para um final triste e solitário, Ana não se acovardou nem se entregou. Ela não deixou de adorar a Deus nas oportunidades que surgiam, antes, apegou-se mais a Ele. Vale observar que Deus não fez nenhuma promessa a Ana, nem que lhe daria um filho e muito menos que seu filho seria um grande homem diante dEle, a única coisa que Deus fez, foi aceitar o que Ana tinha proposto – “Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha”.

A proposta de Ana demonstra que aqueles que servem a Deus com fidelidade e sinceridade, tem a liberdade de proporem ao Senhor algumas coisas que, se estiverem coadunadas com a vontade dEle, serão atendidas. Ana, sem ter o conhecimento de que o Senhor “estava procurando” alguém para substituir o sacerdote, oferece o filho que não tinha, para Deus usar como Lhe aprouvesse.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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