Devemos oferecer sacrifício vivo a Deus.

Romanos 12: 1
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.

Ao contrário do que alguns imaginam o “sacrifício vivo” não é ofertado com o fim de alcançar algum favor de Deus, antes ele representa a gratidão pelos inúmeros favores recebidos de Deus, de forma misericordiosa e graciosa sem que haja em nós qualquer gesto de merecimento. O “sacrifício vivo” aponta explicitamente para um ato em que, em momento algum, inflige no ofertante qualquer aflição, dor, esforço sobre humano ou constrangimento (no sentido de imposição), ele é estritamente espontâneo.

A proposta que Ana fez ao Senhor, não foi feita no ápice do seu desespero. Ana não falou nesciamente como quem deseja obter vantagem proferindo palavras vãs, ela tinha plena consciência do que estava falando e com quem estava falando. Se o filho (Samuel), depois de adulto já fora do seu domínio, ia continuar na presença de Deus, ela não sabia, mas, uma das “cláusulas” da proposta que ela fez, seu desejo era que ele vivesse todos os dias de sua vida na presença do Senhor. E, sem duvida alguma, ainda que tenha falhado na educação dos filhos (se é que falhou), Samuel foi um homem que se esforçou ao máximo para realizar todas as coisas de acordo com a vontade de Deus.

A proposta de Ana foi um tanto quanto ousada, pois, se o Senhor fosse atender somente o que ela tinha proposto, lhe daria apenas um filho, no entanto, mesmo sem saber como e quando Deus atenderia ao seu clamor, Ana, só pelo prazer e alegria de segurar em seus braços um filho gerado em seu ventre, mesmo que fosse temporariamente; ela espontaneamente, sem dor ou remorso algum “sacrifica” o seu sonho ao Senhor Deus e, por causa desta atitude de Ana o Senhor Deus lhe abre a madre e ela gera mais cinco filhos.

Ana tinha perfeita consciência de que quem escreve a história da humanidade é Deus. o roteiro dos acontecimentos foi traçado por Ele; as cenas do “capítulo” desta longa história foi extraordinariamente desenhadas por Ele; e, foi Ele quem escolheu os “personagens” que protagonizariam o enredo da Sua história. O desenrolar da história pode ser gratificante ou se transformar em tragédia e, isso vai depender de como vamos “atuar”. Se seguirmos o roteiro conforme o Autor escreveu, sem dúvida alguma teremos um final feliz.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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