A importância de sermos porta-vozes da Palavra escrita.

Hebreus 4: 12
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

Sem dúvida alguma, os pregadores desta atual safra, interpretam esse versículo de forma equivocada. Pois, da maneira como fazem a exposição da Palavra de Deus, a impressão que fica é que a Palavra por si mesma tem o poder de promover nas pessoas arrependimento, no entanto, não é bem assim que a “coisa” funciona. Ora! Se a Palavra (Bíblia) de Deus, por si mesma, fosse capaz de conduzir as pessoas à salvação, era, então, somente entregar um exemplar para quem precisa ser salvo. Não haveria necessidade de anunciar, verbalmente, o Evangelho de Cristo.

Claro que acredito e reconheço que muitas pessoas chegaram ao conhecimento da salvação em Cristo apenas pela leitura da Bíblia, não havia quem lhes “pregasse” a Palavra e, por isso, Deus deu-lhes a capacidade de enxergarem a verdade, por si mesmos. Só que, nós estamos tratando de um assunto onde as pessoas envolvidas já têm, ainda que superficialmente, um relacionamento com Deus. Neste caso, quando não há uma sincera humildade no trato com a Palavra de Deus, e não admitimos que não somos capazes de interpretá-la somente pela nossa intelectualidade, ela não produz o efeito que lhe é inerente.

Quando somos alvejados pela soberba, passamos a ser falsificadores da Palavra de Deus e, ao contrário do que Paulo escreveu aos crentes de Corinto, já não tratamos o evangelho de Cristo com sinceridade e a mensagem proferida por um soberbo não faz nenhuma menção de Deus como provedor da vida e justo Juiz. A grande maioria dos pregadores desta geração não discursa com a excelência digna de um ministro da Palavra de Deus, são imitadores baratos e, o pior é que eles não se encabulam com isso.

A reprovação do sacerdote Eli, da parte de Deus, não era por causa de uma momentânea fraqueza espiritual, Eli estava vivendo em plena e franca apostasia. Não era o problema com os filhos que fez com que Deus reprovasse sua conduta, o problema com os filhos era apenas uma das pontas do fatídico declínio espiritual que o sacerdote enfrentava. Dar mais honras aos filhos do que a Deus, era consequência de um relacionamento com Deus que, provavelmente, já vinha se deteriorando há algum tempo.

A primeira evidência de que o relacionamento com Deus está deteriorando, é quando já não conseguimos mais entender o que Deus está falando conosco. E, devemos ainda nos dar por agraciados enquanto está falando conosco, pois, quando chegar o tempo em que Ele se calar a nosso respeito, deste dia em diante, estaremos, irremediavelmente, entregues à nossa própria sorte.

Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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