Valorizando o ministério estabelecido por Deus na Igreja.

Efésios 4: 11
E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”.

O ministério de Samuel foi um contraste gritante de tudo o que se estava acostumado a ver e viver naqueles dias. Um garoto andando na contramão da sociedade com a função de se opor a todo e qualquer comportamento dos homens, dos magistrados e dos sacerdotes. E, no meio deste “caos”, Deus levanta este homem – Samuel – para despertar Israel da perigosa situação que é a do homem querer viver e ser bem sucedido distante de Deus. Querer um rei não era o problema. O que levou Deus a reprovar o desejo do povo foi o que os motivou a querer um rei.

Samuel como profeta, não tinha como objetivo fazer previsões futurísticas acerca do desenrolar da história de Israel. Ele não foi levantado para profetizar a respeito das consequências devastadoras que a conduta reprovável do povo os conduziria. Como profeta, Samuel, tinha como responsabilidade transmitir, infalível e exclusivamente, a Palavra de Deus – como profeta, ele era o porta-voz de Deus, função a qual Eli já negligenciava há tempos. Embora, em algumas situações, Samuel tenha recebido a designação de “vidente”, no entanto, o Senhor o levantou como Seu porta-voz.

Há muita similaridade nos contextos da história de hoje com a de Samuel no passado. Como bem falamos constantemente, não há mal algum em desejar – ambicionar – as coisas, desde que a motivação dos anseios seja lícita. O problema é que, na grande maioria dos casos, os anseios pelas conquistas estão fundamentados em motivos escusos. Assim, quando Israel quis um rei sobre si, o Senhor mandou Samuel adverti solenemente o povo acerca dos direitos do rei sobre eles e, Samuel, como profeta do Senhor, falou ao povo palavra por palavra do que o Senhor tinha dito.

Como juiz, Samuel foi um homem idôneo, irrepreensível e justo. Suas palavras, após ungir Saul rei e a função de juiz ser extinta, foram contundentes quanto à forma como ele julgou o povo – “Eis-me aqui; testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém”. Samuel foi peça fundamental na transição “politica” de Israel, pois, Eli o homem que faria essa transição estava moral e espiritualmente desacreditado até pelo próprio povo.

Como sacerdote, Samuel promoveria um “avivamento” espiritual na nação, demonstrando que por causa do comportamento de um homem e sua família, Deus não poderia ser ignorado por eles.

Em muitas ocasiões, ignoramos todo o poder de Deus por causa do comportamento insano dos que estão em eminência. Temos a extrema facilidade de despojarmo-nos das inúmeras bênçãos de Deus, só pelo fato de termos nos decepcionados com os lideres de nossa igreja. Deus não é culpado pela insanidade das pessoas, não podemos responsabilizar o Senhor por causa da “loucura” do homem, pois, aquele que trata a obra de Deus com descaso e negligencia só pode ser louco.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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