Os líderes têm de ser o exemplo dos fiéis.

I Pedro 5:3
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.

O tema deste artigo, sugerido pela editora, tem um “que” de sarcasmo diante do que temos visto e ouvido nos últimos tempos no meio evangélico. É muito raro alguém convidar as pessoas a imitá-las como Paulo convidou os crentes da igreja de Corinto. Aliás, hoje em dia está muito difícil imitar alguém dentro das igrejas. Como sempre foi em todo o curso da história da igreja, os crentes tem uma enorme facilidade de assimilar os costumes e comportamento do mundo.

Sempre digo que o rebanho é o reflexo do pastor – um pastor piedoso, sem duvida alguma apascentará um rebanho piedoso; um pastor misericordioso, indiscutivelmente estará a frente de uma igreja que exercita a misericórdia; um pastor amoroso, sem a menor sombra de duvida, sentirá como é amado pelo seu rebanho. Claro que, quando me refiro à igreja, não estou apontando a todas as pessoas que frequentam a igreja, mas aos que são “igreja” de fato. Um pastor não pode exigir da sua igreja aquilo que ele não é e, muito menos ensina.

De meados do ano passado até hoje, tivemos uma “avalanche” de suicídios de alguns pastores evangélicos. Usei o termo “avalanche” não para expressar a quantidade em si, mas, em se tratando de pastores evangélicos, a quantidade de suicídios que houve é exorbitante. Mas alguém pode perguntar: – Uai! Pastor não pode suicidar não? Eu digo que não somente o pastor, mas qualquer pessoa que professa ser nova criatura em Cristo Jesus, jamais agiria com significativa violência contra si mesmo. Alguém que confessa estar salvo em Jesus, jamais atentaria conta a própria vida. E, em se tratando de alguém que foi chamado e vocacionado por Deus para estar a frente do Seu rebanho – para o amar, para cuidar e conduzir para o Céu, o comportamento suicida, em hipótese alguma, deveria, sequer, ser analisado como último recurso.

Porém, o que mais me incomoda nisso tudo, é alguns comentários que, na maioria das vezes, aponta para a igreja acusando-a de ter sido negligente com o seu pastor. Sem sombra de dúvidas, existem algumas pessoas dentro das igrejas que imaginam o pastor ou outra pessoa com mais espiritualidade que ela própria, sendo inabaláveis, imunes ao pecado e tentações, resistentes e imbatíveis diante das intempéries desta vida. Qualquer pastor é tão ser humano, fraco e limitado, como qualquer “ovelha” do rebanho. Diante disto, é impossível acreditar que a igreja, deliberadamente, negligenciou com seu pastor. Neste caso, entendo que o que ocorreu foi a falta de sabedoria da igreja em identificar os sinais (sintomas) que apontavam que algo “estranho” estava ocorrendo com todo o “corpo”.

Paulo ao escrever aos crentes de Corinto, deixou bem esclarecido que o pastor é um dos membros do corpo espiritual de Cristo, que é a Sua igreja, aqui na Terra – “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito” e, por isso, ele não tem que enfrentar os problemas sozinhos. O pastor não pode ter vergonha de recorrer à igreja para auxiliá-lo quando estiver atravessando uma “fase” ruim em sua vida espiritual. O que é inadmissível é que ele atente contra a própria vida como se isso fosse a solução do problema.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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