Ungido para o entendimento.

I João 2: 20 e 27
E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo… E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”.

O tema deste artigo nos constrange a dar continuidade no assunto que começamos no artigo anterior – a forma como estão “ungindo” as pessoas, hoje em dia, no nome de Deus. Usar o termo ungir para o que estão fazendo atualmente – ungindo qualquer um e qualquer coisa, tem-se, nesta prática, uma forma clara de profanação. A profanação não pode ser entendida apenas no sentido de ultraje à santidade de Deus, ela é também: transgressão, violação, infração, degradação, aviltação, afronta, maculação, ofensa e a prática inadequada dos princípios bíblicos. Por isso, foi que eu disse no artigo anterior, que atualmente, temos visto um numero cada vez mais expressivo de pessoas “untadas” no exercício de um ministério.

No Antigo Testamento, a unção de pessoas ou de “coisas” era um assunto de extrema importância. Não estou dizendo que não havia naquele tempo a profanação das coisas sagradas ou a queda das pessoas ungidas. Existiam as falhas sim! Só que eram infinitamente em menor proporção do que é hoje. A banalização desta ordenança ultrapassou os limites da coerência espiritual e do temor a Deus. A situação está tão crítica, que não sei a quem atribuir o erro: se a quem unge ou ao que é ungido. Por que, neste caso, tanto o que unge aleatoriamente qualquer coisa ou pessoa, como a pessoa que recebe unção sabendo da sua real condição espiritual, estão agindo como profanadores dos princípios bíblicos.

João está chamando veementemente a atenção dos leitores sobre a responsabilidade daquele que recebe a unção. Ainda que a pessoa que unge não seja o melhor ou maior exemplo de crente, isso não quer dizer que todas as unções que ele fez não são inválidas. Excluindo as que ele tenha agido arbitrariamente, há aquelas em que ele, sem entender, estava cumprindo uma ordenança de Deus. Neste caso, aquele que é ungido deve buscar uma confirmação da unção no Espírito Santo de Deus. Uma ação é imperiosa na vida daquele que foi ungido – permanecer irredutível naquilo que recebeu.

A unção é meio que, uma forma de capacitação para o exercício de uma função específica. Quando o Senhor mandou ungir Davi como rei de Israel, Ele sabia que Davi não tinha nenhuma “formação acadêmica” para exercer aquela função, por isso, levou o jovem pastor de ovelhas a fazer um “estágio” entre os melhores e mais poderosos governantes daquela época. Davi, quando assumiu o trono, já estava devidamente capacitado para conduzir o povo, de Deus, como um rei e também como um pastor.

Então, meus amados (as), quando o nosso comportamento está alinhado com os propósitos de Deus, recebemos a unção para que estejamos capacitados a realizar todas as coisa que o Senhor tem determinado e, a realização destas coisas independem da nossa competência ou esforço físico.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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