A escolha de Deus segundo o seu conselho.

Isaías 55: 8
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor”.

Qual é o padrão absoluto de perfeição?
Certamente, essa é uma pergunta que, nem mesmo os mais “experts” no assunto poderiam dar uma resposta unanime. Ainda que estejam estabelecidos parâmetros que determinem, segundo o critério dos que julgam, aquilo que é perfeito, sem duvida alguma, não seria o mesmo conceito de todas as pessoas. Em suma, o que estou dizendo é que: aquilo que é perfeição para uns pode não ser para outros e, em vista disto, podemos concluir sem medo de errar que não existe ser humano que se enquadre naquilo que se determina como sendo perfeito. Sempre haverá a “imperfeição” humana em algum quesito.

É muito comum indagarmos o “porque” de Deus ter escolhido algumas pessoas, tanto faz no passado ou atualmente, para exercerem alguma função ou liderança sabendo Ele que tais pessoas falharão em algum momento da história. Como o Senhor poderia dar uma designação tão honrosa para Davi, chamando-o de “homem segundo o coração de Deus”, sabendo que este homem falharia na sua conduta moral e espiritual? Agora, olhemos para nós mesmos e façamos a seguinte pergunta: – Como pode o Senhor ter nos escolhido para tão grande honra – a de sermos feitos Seus filhos – sabendo o que éramos e que não chegaríamos nem à metade do que Ele quer que sejamos? O que Ele viu em nós ou, o que Ele poderia esperar de nós?

“À Sua imagem conforme a Sua semelhança” causa uma tremenda confusão na cabeça de alguns crentes. Estes crentes julgam que Deus, por causa desta premissa, age, pensa e sente as mesmas coisas que o ser humano. Por isso, quando alguém que está numa função de destaque na igreja comete alguma falha, deslize ou, se encontra em um momento de fraqueza espiritual, imediatamente é “crucificado” pelos irmãos e, assim, em vez, de estenderem as mãos para auxiliar o irmão (ã) para se reerguer, estes são empurrados para o mais profundo do abismo. E o pior é que isto é feito com um sentimento da preservação da santidade de Deus. É como se o nosso Deus não possa se defender das ofensas e afrontas sofridas pelo homem. O ser humano gosta de agir em detrimento a uma prerrogativa exclusiva de Deus.

Com exceção do Senhor Jesus, não encontramos na Bíblia outro ser humano que tenha alcançado o nível de perfeição exigido por Deus. Nenhum! Todos aqueles que no Antigo Testamento foram chamados por Deus falharam em alguma circunstância, assim como todos os do Novo Testamento até aos nossos dias, também falharam e continuam falhando.

Um ensino que o Senhor quer nos transmitir neste versículo do profeta Isaías, é o de que qualquer comportamento nosso, diante de situações que envolvem questões inerentes a perdão, misericórdia, compaixão e amor, será, em algumas situações, contrários à vontade de Deus. Nossas ações nem sempre estarão em conformidade com os pensamentos e desígnios do nosso Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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