A certeza da vontade divina traz-nos confiança na Obra.

II Samuel 6: 21
 “Disse, porém, Davi a Mical: Perante o Senhor, que me escolheu preferindo-me a teu pai, e a toda a sua casa, mandando-me que fosse soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel, perante o Senhor tenho me alegrado”.

Muito embora, Deus tenha o pleno conhecimento de tudo o que se passa em nós – sentimentos, emoções, pensamentos, intenções e convicções, isso não pode servir de argumento ou justificativa para ficarmos apáticos ou insensíveis diante das extraordinárias manifestações do poder do nosso Deus. Algumas vezes somos levados a reagir ante ao poder de Deus de uma maneira que aos olhos do descrente parece exagero ou fanatismo. Assim, mesmo que o nosso Deus saiba de antemão como vamos reagir, não somos impedidos, por Ele, de externar nossa alegria e satisfação com gestos ou movimentos com o corpo.

A Arca da Aliança tinha retornado para o meio do povo, depois de um longo tempo que estivera afastada. Ela tinha sido tomada pelos filisteus, onde causou grande aflição e, depois, foi abrigada por uma família onde as bênçãos do Senhor abundaram de maneira extraordinária. Davi, já rei, convoca o povo para transportarem a Arca da Aliança, que estava na casa de Obede-Edom até o seu lugar, de onde nunca deveria ter saído. O texto bíblico diz que a alegria tomou conta de todo o povo desde o momento em que deram os primeiros passos com a Arca nos ombros. A glória de Deus estava retornando para o lugar dela, era impossível não ser enlevado pela euforia que dominava todo o povo.

 “E sucedeu que, quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava bois e carneiros cevados. E Davi saltava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava Davi cingido de um éfode de linho. Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do Senhor, com júbilo, e ao som das trombetas”.

Permita-se nesta hora vislumbrar a cena descrita no texto acima. Qual seria a probabilidade, se pudéssemos estar naquele lugar, naquela hora, não ser contagiado pela extrema euforia de todo o povo? Se para nós que, em comparação a Davi, estamos muito aquém de fidelidade a Deus, a probabilidade é praticamente zero, quanto mais para alguém que era “segundo o coração de Deus”. É interessante observar que literalmente, Deus não estava fazendo nada, ou seja, não tem nada escrito sobre alguma manifestação visível de YHWH, contudo, intimamente, Davi e o povo estavam convictos de dever cumprido exatamente como o Senhor requer – a Arca transportada com a devida reverência, tal qual como o Senhor estabelecera.

É impossível que num ambiente onde há a clara manifestação da alegria do Espírito Santo inundando a todas as pessoas, alguém permanecer inerte ou insensível e não esboçar nenhuma reação. Ainda que seja a mais tímida reação, alguma coisa acontece. E, quando queremos externar essa alegria do Espírito Santo, não serão as críticas alheias que vão nos tolher de expressá-la.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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