O Espírito Santo inspirou homens santos a escreverem a Bíblia Sagrada.

II Pedro 1: 21
 “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.

O autor, ou autores, conforme estudamos no início deste trimestre, onde temos abordado o I e II livro de Samuel, não escreveram ou narraram os fatos que constam dos dois livros, objetivando entreter os leitores com a fantástica história de um jovem valente que se tornou rei de uma grande nação, não sendo ele filho de um rei. O propósito destes dois livros é informar aos estudiosos da Palavra de Deus o que os livros seculares desconhecem a respeito do Deus Todo Poderoso de Israel. Embora, ainda existam os que não admitem isso de forma alguma – “É Ele quem muda os tempos e as estações; Ele remove os reis e estabelece os reis; Ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos”.

Dentre as muitas finalidades da Bíblia a principal delas é a revelação do próprio Deus ao homem, entretanto, não se trata, especificamente, em revelar que existe um Deus, mas em revelar o que esse Deus é e a maneira como opera. O simples fato deste Deus se revelar aos homens por meio da Sua imutável, inerrante e infalível Palavra, é prova cabal e inquestionável de Sua existência e, a forma que Ele usou para Se auto revelar em Sua Palavra é outro fato extraordinário. Ele usou homens de épocas distintas; com características peculiares ao estilo de vida de cada um; homens cultos e, também, indoutos que escreveram conforme eram inspirados pelo Espírito Santo sem que as suas peculiaridades em nível de conhecimento fossem adulteradas. Ou seja, o Espírito Santo tão somente os inspirou acerca do que deveriam escrever, mas não interferiu no conhecimento deles. Eles discorreram sobre os mais variados assuntos usando uma linguagem que lhes era própria.

Uma breve e superficial leitura da Bíblia Sagrada não atesta ninguém a se auto proclamar como um profundo conhecedor de Deus. Deus não se dá a conhecer de maneira conclusiva num breve encontro, Ele se revela de forma paulatina – “Havendo Deus, antigamente, falado (Se revelado), muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho” e consistente – “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor”.

A Bíblia Sagrada não é conclusiva, no sentido de esgotar todo o assunto que trata da auto revelação de Deus. Na Bíblia Sagrada encontramos tão somente aquilo que o Senhor determinou que fosse revelado dEle mesmo, desta forma, tudo aquilo que se fala à parte do que está revelado de Deus na Bíblia Sagrada, não passa de meras especulações.

O propósito de Deus, em se revelar a nós, é que o conheçamos pessoalmente conforme Ele é, que aceitemos seu perdão gracioso e sua oferta de uma nova vida, que sejamos libertos do julgamento catastrófico em consequência de nossos pecados, e que entremos na comunhão pessoal com Ele. Ele declara: “Eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo“.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

 Referências:
– Teologia Sistemática – Stanley Horton

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