O corpo humano veio da terra.

Gênesis 2: 7
 “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

Em vista de como foi formado, o homem não tem nenhuma razão para querer exaltar-se ou ensoberbecer-se. Aliás, toda vez que alguém se sentir maior ou melhor que outrem, tal pessoa deve fazer uma retrospectiva da própria existência para perceber que não existe nenhuma razão para a existência de um sentimento de superioridade em relação ao próximo, pois somos oriundos de uma mesma fonte. Embora existam diferenças gritantes entre as compleições físicas de cada individuo, os elementos que formam o corpo são os mesmos. Nosso Deus usou partículas da terra para formar o homem e, ainda que algumas pessoas resistam a esta verdade, isso é facilmente comprovado pela ciência. Existe, na composição química do corpo humano, a presença de elementos químicos imprescindíveis para o bom desempenho do metabolismo fisiológico.

Naquilo que aponta para as questões físicas, todo ser humano é igual. Tivemos a mesma origem e teremos o mesmo fim, o destino de todos, no aspecto físico, é um só. Claro que temos que levar em conta a questão do arrebatamento e conforme a Palavra de Deus nos ensina, houve, no passado, e haverá, num futuro próximo, algumas pessoas que não experimentarão a morte física, mas isso não quer dizer que ingressarão no Céu com seus corpos naturais, antes, é imprescindível que sejam transformados em corpos glorificados.

Como podemos perceber pelo versículo acima, sem a ação de Deus no corpo do homem, este jamais passaria de um corpo inanimado para um ser vivente, isso seria terminantemente impossível se não houvesse uma ação direta de Deus. A conjunção “e” posta entre as duas ações de Deus, indica que a criação do homem se dá nos dois atos, ou seja, enquanto o Senhor não soprasse o folego da vida naquele corpo, este jamais teria vida. Nosso Deus, se quisesse, poderia ter criado o homem já com vida, contudo, Ele desejava, com o ato de “soprar” o folego de vida no homem, que o homem viesse a compreender que é dependente de Deus até para viver.

Ao criar homem, Deus o fez superior a todo outro ser vivente sobre a Terra e dotou-lhe de duas naturezas: a física e a espiritual. Indiscutivelmente o espírito humano permanece vivo após a morte. A natureza física, dotada de um perfeito organismo com função automática e permanente à margem da vontade do próprio homem, com sistemas biológicos que atuam e se comunicam maravilhosamente entre si, e um mecanismo psicológico que se resume na alma, sempre cumpriu e continuará cumprindo sua missão humana dentro das necessidades, limitações e perspectivas que dizem respeito à vida do homem. Essa natureza física, que constitui a base material da existência do homem, destaca-o como criatura superior; mas essa natureza, com sua admirável organização biológica, tem por finalidade articular a vida com base em necessidades e perspectivas exclusivamente materiais.

Desta forma se entende que a natureza física é perecível, e tem que ser em virtude de sua corruptibilidade, que culmina com sua desintegração, fato que não ocorre com o espírito, por ser sua natureza imutável.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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