A alma humana veio de Deus.

Jó 27: 3-4
 “Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz, não falarão os meus lábios iniquidade, nem a minha língua pronunciará engano”.

Esta declaração de Jó aponta para uma interpretação mais profunda do que a de uma simples manifestação de devoção e fé. Jó está dizendo que enquanto for vivo, ele se esforçará para guardar os seus lábios e sua língua de proferirem algo que entristeça o Senhor Deus. Jó tinha a plena consciência de que o pecado era algo mais abrangente do que atitudes inadequadas ou impróprias para um crente. Embora não tivesse a Lei escrita como parâmetro, Jó, moralmente já tinha consciência do que ofendia a Deus.

Ao soprar o “folego de vida” nas narinas de Adão, nosso Deus, neste ato, estava dando muito mais do que, apenas, a vida a um corpo inanimado. Não é como se estivesse colocando bateria num “boneco” para que este pudesse se movimentar livremente. O “folego de vida” inclui muitos mais do que ser apenas um ser vivo, com esse “folego” foi impresso no homem particularidades morais divinas que constituem o caráter e personalidade de cada individuo.

Quanto à origem da alma, somos bombardeados com ensinos heréticos que fazem sucumbir na fé aqueles que ainda não estão consolidados com as doutrinas bíblicas (dizemos doutrinas bíblicas por que existem doutrinas que não são bíblicas). Por exemplo, o filósofo Platão diz que as almas existem antes da formação do individuo, ou seja, as almas pré-existentes entram no corpo de uma gestante e se “encarnam” no corpo que está sendo formado no ventre. Segundo o filósofo, os seres humanos são almas eternas que habitam temporariamente corpos físicos.  Contudo essa argumentação se esbarra em alguns obstáculos – não é bíblica; não é cientifica e, também, não encontra consistência na filosofia.

A Bíblia declara com ênfase e veemência que o homem foi criado (tricotômicamente) num determinado momento do tempo, isto é, foi trazido a existência e, isso quer dizer que nenhum dos elementos que formam o ser humano – corpo, alma e espírito, existiam antes daquele momento. Cientificamente a teoria de Platão se desmorona pelo simples fato de que a existência humana se dá na concepção de cada individuo. E, até mesmo a filosofia se contradiz quanto a esse assunto, pois, afinal de contas, aquilo que é temporal não pode ser eterno.

Não vamos perder tempo falando do que os outros pensam a respeito deste assunto, falemos daquilo que acreditamos. Pois bem, tanto a Bíblia como a Ciência nos dão provas suficientes de que, já na concepção, ou seja, na fertilização do óvulo feminino pelo espermatozoide, neste momento já começa o desenvolvimento do corpo de um novo ser que já possui a sua alma e espírito.

Aceitar o fato de que depois da fertilização ocorrer, um novo ser humano é formado, não é mais uma questão de opinião, mas fruto de evidências claras e indiscutíveis” (N. Geisler)

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Teologia Sistemática – Norman Geisler

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