Em Adão e Eva, somos todos os irmãos.

Malaquias 2: 10
 “Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?”

Dos dez mandamentos que o Senhor ordenou aos homens, seis tem implicações diretas com o próximo. Embora seja exigência do nosso Deus a observância rigorosa deles, contudo, o que o nosso Deus espera de cada um de nós é que cumpramos estes mandamentos não porque Ele está “mandando”, mas por que, somos irmãos. Devemos estar conscientes de que o amor ao próximo não deve ser expresso pela “imposição” de Deus, mas pela livre e espontânea manifestação do verdadeiro amor fraterno.

Muitas das vezes nós limitamos o pleno significado do termo “fraternal”. Sim! Na grande maioria das vezes nós tolhemos seu verdadeiro sentido como uma justificativa para nossas ações. Entendemos que o amor fraternal só pode ser expresso em o nosso pequeniníssimo circulo de amizades ou, quando muito, somente entre os que são parentes (isso se forem os mais chegados).

O que nosso Deus quer que Seus filhos entendam é que, não são os traços físicos, não são os códigos genéticos ou as particularidades sentimentais, morais ou de caráter que vão determinar um parentesco. Mesmo que haja entres os seres humanos uma enorme divergência no aspecto físico, intelectual, moral e cultural, partindo do princípio de todas as coisas, somos todos irmãos – temos “um” único Pai e descendemos de “um” único casal.

O profeta Malaquias foi levantado para despertar o povo sobre essa questão. Ainda que nas “melhores” famílias tenham, com certa frequência, desavenças e conflitos, nem por isso os irmãos devem se matar ou se odiar pelo resto da vida (claro que há as exceções) e, assim, devemos nos comportar com qualquer pessoa. Problemas, quando surgem, são para serem resolvidos e, como filhos de Deus devemos resolvê-los de forma pacífica e ordeira.

A ordem dada a Adão e Eva foi a de encherem a terra e, de fato, a terra está cheia. As inúmeras etnias; as variedades de povos, línguas e credos não podem servir de argumento para as desavenças e conflitos. Não podemos nos esquecer da nossa origem. Qualquer mal cometido contra qualquer ser humano, independente se ele está próximo ou não, deve produzir nas outras pessoas o sentimento de comoção. Condoer-se pelo próximo é uma forma de demonstrar que o amamos e, que o que nos une não é só o fato de sermos semelhantes, antes, somos irmãos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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