A formação do primeiro casal.

Gênesis 2: 23
 “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”.

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.
De acordo com a interpretação da criação humana no Gênesis feita no Alfabeto de Ben-Sira¹, entre 600 e 1000 d.C, Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria prima de Adão, porém ela recusava-se a “ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais…
… Depois que Deus criou Adão, que estava sozinho, Ele disse: Não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18). Ele então criou a mulher para Adão, da terra, como Ele havia criado o próprio Adão, e chamou-a de Lilith. Adão e Lilith imediatamente começaram a brigar. Lilith disse: Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti?” Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual. Adão retrucou: Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior. Lilith respondeu: Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra. Mas eles não deram ouvidos um ao outro. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o Nome Inefável e voou para o ar. Adão orou ao seu Criador: Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!. Ao mesmo tempo Deus enviou três anjos para trazê-la de volta.”

Na lição 4, falamos a respeito dos atributos do homem e, um deles é o de ser extremamente criativo (inventivo) e, nessa lição temos a grata oportunidade de verificar isso com os próprios olhos. Porém, o mais grave de tudo isso, não é o que o homem inventa, mas o que é feito de suas invenções e, para a estupefação de muitos, essa invenção (a lenda de Lilith) é divulgada no meio cristão evangélico, sendo anunciada como argumento para justificar a existência de outras pessoas fora do Jardim do Éden.

Ao dotar o homem de inteligência, nosso Deus não estava determinando que todos os homens fossem inventores extraordinários, muito melhor que isso, a inteligência dada por Deus a nós, seres humanos, tem como principal atividade aguçar nossa percepção das coisas ao nosso redor. Percepção para distinguir o que é certo do que é errado; o que é bom do que é ruim; a luz das trevas; enfim, a que é verdade do que é mentira. E, eu fico indignado quando ouço alguém, no afã do seu discurso, empurrar uma estória, tal como essa de Lilith, pela goela abaixo dos seus ouvintes como sendo uma verdade.

Esta é agora…ARC”, “Esta, afinal…NAA”,” Esta, sim…NVI”, não está apontando para uma segunda mulher (Eva) que Deus criara, tão somente é uma declaração honesta e sincera de Adão, dizendo que aquele lindo e incomparável ser era melhor do que todos os animais que tinham se apresentado diante dele para nomear-lhes. Em outras palavras, a declaração de Adão, fundamentada na sua inteligência e percepção, é a seguinte: “Finalmente, está diante de mim alguém compatível comigo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Notas:
1- O alfabeto de ben Sirach (Alphabetum Siracidis, Otijot ben Sira, Alfa Beta la-Ben Sira) é um texto anônimo da Idade Média inspirado no trabalho helenístico conhecido como Sirach. Estima-se que sua data de autoria esteja entre 700 e 1000 d.C. É uma compilação de duas listas de provérbios, 22 no aramaico babilônico judaico e 22 no hebraico mishnaico, ambos organizados como acróstico alfabético. Cada provérbio é seguido por um comentário Haggadic. O trabalho foi caracterizado como sátira e contém referências a masturbação, incesto e flatulência.

Referências:
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith

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