Deus intervém na civilização.

Gênesis 4: 9-15
 “E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra. Então, disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse”.

Vemos nessa narrativa de Gênesis o momento em que Caim é expulso do meio em que vivia. Por causa da atrocidade cometida por ele e pela opção de não querer o perdão, pois se julgava justo no seu ato, preferiu sair em busca da solução em outro lugar, longe, como pensava, da presença de Deus. O comportamento de Caim, tal qual o de muitos seres humanos, foi ingênuo, imaturo e pueril. Assim como uma criança que se esconde da face dos pais para realizarem suas travessuras, também é o comportamento de algumas pessoas que, querendo realizar aquilo que é impróprio, pensam que podem se esconder da face de Deus. Mas o salmista declara com muita clareza que isso é terminantemente impossível – “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa”.

Ainda que todas as circunstâncias nos levem a pensar que estamos entregues à própria sorte neste mundo; ainda que todas as situações nos conduzam a uma só conclusão – “o mundo é dos que tem poder”, e os menos favorecidos devem se conformar com o que lhes foi “destinado”; ainda que vivamos numa sociedade onde uma minoria, detentora das maiores e melhores propriedades e bens deste mundo, queira “esmagar” a maioria dos necessitados, subjugando a massa e obrigando-a a aceitar as regras, modificadas por eles, do “jogo da vida”, devemos estar cientes de que o nosso Deus está atento a tudo o que se passa nesse mundo.

Nada, absolutamente nada, do que acontece neste mundo se realiza sem uma prévia autorização do Senhor. Nosso Deus não é “pego” de surpresa. Nosso Deus não se apavora com os acontecimentos ou comportamentos dos homens. Ainda que alguns dos que andam retamente em Sua presença sejam atingidos pelas circunstâncias, uma doce PAZ reina no coração deles e há um regozijo em sua alma por que em meio a muitas calamidades, são capazes de enxergarem a poderosa “mão” do Senhor agindo a vosso favor.

O Senhor outorgou o homem o poder de administrar e subjugar a terra, contudo, quando o homem se desvia dos propósitos do Senhor nessa administração, o Senhor intervém na história, não anulando o livre-arbítrio do homem, mas mudando o curso da história para que no fim, Sua vontade seja feita.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.