O primeiro conflito civilizacional.

Gênesis 4: 3-8
 “E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou”.

Evidentemente não podemos comparar os problemas sociais da civilização primitiva com os de hoje, porém, quanto ao caráter moral, quanto à intelectualidade e quanto ao comportamento que identifica a personalidade humana, isso, pelo que vemos na Sagrada Escritura, não mudou nada, e nem pode, por que, caso contrário, teríamos que acreditar no evolucionismo. O homem primitivo (não estou falando do homem das cavernas, mas do primevo) tinha o mesmo nível de intelectualidade, personalidade que o caracterizava como ser humano, tal qual o homem de hoje e, as leis morais que regem a conduta e comportamento do homem atual, já estavam impressas na consciência do homem primitivo. Claro! Tudo correlacionado com as respectivas épocas.

Quando dizemos que o sopro de Deus nas narinas do homem fez dele muito mais do que um ser vivo, falamos embasados em fatos bíblicos. Por exemplo, Caim e Abel viveram muitos anos antes das leis de Deus serem sancionadas. Muito, muito antes de Israel vir a existir como nação. Por isso, o sopro de Deus, fez do homem um ser totalmente consciente do que era e qual a sua missão, mas o pecado corrompeu essa consciência. Contudo, mesmo estando corrompida, a consciência do homem em relação ao que é certo ou errado não foi de toda afetada, pois, existem determinadas atitudes que são desnecessários ensinos, pois estão impressas na consciência. Mesmo sem a lei, Caim sabia perfeitamente que seu ato contra Abel foi uma infração.

Conflitos civilizacionais existem nas mais diversas esferas da sociedade. No decorrer da história nós vemos que sempre houve um pano de fundo em todos eles – religiosidade, intelectualidade, moralidade, nível socioeconômico, nível sociocultural, etc. e, por último, estamos vivendo o espalhafatoso conflito da sexualidade.

O problema que a humanidade enfrenta na questão que envolve a convivência em sociedade e, isto está fundamentado num princípio básico – o direito de cada cidadão vai até onde começa o do outro, é falta de respeito com o direito alheio. E, isso é simples de entender – cada maluco com sua maluquice. O que não pode acontecer é um maluco querer que outras pessoas aceitem ou sejam coniventes com sua maluquice. Mas, é exatamente neste ponto que se dá início ao conflito, pois quando os outros cidadãos providos de seus direitos rejeitam a maluquice do maluco, o maluco quer impor pela violência sua maluquice.

Embora eu tenha designado algumas classes de malucos, todavia, todos eles estão em perfeito exercício de suas faculdades mentais. A questão é muito mais séria do que o simples “ponto-de-vista”, ela é espiritual, e por ser espiritual, ela tem duas vertentes – primeira, Satanás, o maior “influencer” de todos os tempos; e, segunda, Deus, em Sua Soberania e pela Sua Onisciência entregou estes pecadores “malucos” à própria sorte.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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